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1822 - NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS - Hoje |
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Cv Solimões - V 24 Classe Imperial Marinheiro
"Pantera da Amazônia"
D a t a s
Batimento
de Quilha: 18 de janeiro de
1954 Baixa: ?
C a r a c t e r í s t i c a s
Deslocamento:
911 ton (padrão), 1.025 ton (carregado). Tração Estática: 18 toneladas; e cabo de reboque de 500 metros e esta aparelhada para efetuar o lançamento do sistema "Beach Gear". Eletricidade: 2 geradores diesel de 160 kW e 1 gerador diesel de reserva de 75 kW. alternadores. Combustivel: 135 tons. Velocidade: máxima de 16 nós; máxima constante 14 nós. Raio
de Ação: 15.000 milhas náuticas. Equipamentos: Maquina de reboque instalada no convés principal; equipamento de Combate a Incendios e Constrole de Avarias fixo e móvel. Código
Internacional de Chamada: ?
H i s t ó r i c o
A Corveta Solimões - V 24, é o terceiro navio a ostentar esse nome(2) na Marinha do Brasil, em homenagem ao principal afluente do rio Amazonas. As Corvetas classe Imperial Marinheiro foram idealizadas e mandadas construir pelo Almirante Renato de Almeida Guillobel, em sua gestão a frente do Ministério da Marinha. Foi construída pelo estaleiro N.V. Werf Gust V/fa A.F. Smulders, em Rotterdam, Holanda. Teve sua quilha batida em 18 de janeiro de 1954, foi lançada ao mar em 24 de novembro de 1954 e foi incorporada em 3 de agosto de 1955. Naquela ocasião, assumiu o comando, o Capitão-de-Corveta José Júlio de Souza Gomes Galvão.
As Corvetas classe Imperial Marinheiro, foram originalmente concebidas, como navio guarda-costas, rebocador, mineiro e varredor. Já nos anos noventa, as unidades remanescentes mantinham apenas as características de unidade de patrulha (guarda-costas) e salvamento (rebocador). Seus trilhos para lançamentos de minas e paravanas de varredura não existem mais a bordo. Atualmente a maior restrição das Corvetas nas missões de patrulha é a sua baixa velocidade em relação às velocidades atuais dos navios mercantes. A Corveta tem uma velocidade máxima mantida de apenas 12 nós.
1955
Em 20 de outubro, chegou ao Rio de Janeiro.
1957
Em 11 de agosto, é iniciada a reocupação da Ilha da Trindade pela Marinha, como parte do programa para o Ano Geofísico Internacional, com o desembarque efetuado pela Cv Solimões.
1959
Foi transferida para o 4º Distrito Naval, em Belém (PA), onde passou a integrar a Flotilha do Amazonas (FlotAM), hoje desmembrada no Grupamento Naval do Norte (GNN), executando missões de apoio logístico móvel, patrulha fluvial e assistência cívico-social às populações ribeirinhas da Amazônia.
1980
Em abril, participou da Operação RIBEIREX - 80/I, integrando a FT ribeirinha com os NPaFlu Pedro Teixeira - P 20, Raposo Tavares - P 21, Roraima - P 30, Rondônia - P 31 e Amapá - P 32. Participaram também aeronaves do DAeFlotAM, homens de uma Cia de Operações Especiais do Batalhão "Tonelero", e de destacamentos de Saúde, Engenharia, Comunicações e Reconhecimento Anfíbio.
1981
Foi-lhe outorgado pelo Comando de Operações Navais (ComOpNav) o titulo de "Navio Socorro do Ano", relativo ao ano de 1980.
Foi subordinado ao 4º Distrito Naval, integrando o Grupamento Naval do Norte (GrupNNorte), tendo como área de atuação o litoral dos Estados do Pará, Maranhão, Amapá e também os rios da Amazônia, operando a partir de Belém (PA).
1982
Foi-lhe outorgado pelo Comando de Operações Navais (ComOpNav) o titulo de "Navio Socorro do Ano", relativo ao ano de 1981, com 1.118 pontos.
1984
Durante comissão de patrulha, quando se encontrava próximo ao Cabo Orange (extremo Norte do Amapá) atingiu a marca de 2.000 dias de mar. Só nesse ano foram aproximadamente 70 dias de mar e 9.000 milhas navegadas, e entre as fainas realizadas no mar estão a captura e apresamento de barcos pesqueiros estrangeiros: o americano "Cape Orange", capturado sob fogo e que teve declarado seu perdimento, passando assim a integrar os meios flutuantes da MB; e os "Makandra 23", "Makandra 26", "Makandra 27" e "Makandra 28", todos de bandeira panamenha, quando tentavam entrar no país com contrabando e equipamentos e máquinas. Destaca-se ainda o salvamento e reboque do NB Faroleiro Arêas - H 27, efetuado no furo do Jaburu (local não-hidrografado).
1986
Em agosto, desencalhou o N/M Carla no rio Pará, e rebocou o N/M Victoria que estava com avaria de maquinas na Ilha de Maracá.
1997
Entre 28 de abril e 4 de maio, participou da Operação RIBEIREX AM - I/97, que se realizou a cerca de 360 milhas de Manaus, nas proximidades da cidade de Alavarães (AM), situada à margem direita do rio Solimões. A FT ribeirinha era composta também pelo NDD Rio de Janeiro – G 31, NPaFlu Pedro Teixeira - P 20, Raposo Tavares - P 21, Rondônia – P 31 e Amapá - P 32, NPa Piratini – P 10, Parati – P 13 e Penedo – P 14, além de helicópteros do HU-3 (UH-12 Esquilo) e do HU-2 (UH-14 Super Puma), EDCGs do GED, CLaAnfs AAV-7A1 e elementos do 2º BthInfFN (Batalhão Humaitá) e dos GptFN de Belém e Manaus.
1998
Entre 2 de junho e 1º de julho, participou da Operação CARIBE 98, integrando um Grupo-Tarefa sob o Comando do Comandante do Grupamento Naval do Norte, também composto pela Cv Mearim - V 22, e pelos NPa Pampeiro, Piratini e Graúna. A Operação, foi realizada na área marítima entre Belém e La Guaira. Foram visitados os portos de Caiena (Guiana Francesa), La Guaira e Puerto La Cruz (Venezuela) e Georgetown (Guiana).
1999
Em junho, foi-lhe outorgado pelo ComOpNav, os títulos de "Navio Socorro do Ano" e "Navio Socorro Distrital", relativos ao ano de 1998. Essa foi a terceira vez, em seus quase 50 anos de serviço que a Solimões foi agraciada com esses títulos.
Em 1999 a Solimões, realizou 8 patrulhas na área do 4º DN, perfazendo 129,5 dias de mar. Inspecionou 216 barcos de pesca, interrogou 94 navios mercantes, realizou 3 atendimentos médicos no mar, 1 evacuação médica de militar, 3 missões de reboque, 2 de busca, e apreendeu 4 barcos de pesca estrangeiros.
2000
Entre 23 e 30 de maio, participou da Operação RIBEIREX AM-2000, realizada na região de Coari. A Solimões, e o NPa Pampeiro, participaram como inimigo figurativo da Força-Tarefa Ribeirinha (ForTaRib) que tinha a missão de conquistar e manter as localidades de Livramento, Itapeua e o Bairro de Pera. A ForTaRib foi constituída pelos NPaFlu Pedro Teixeira, Raposo Tavares, Rondônia, Roraima e Amapá; NPa Bocaina; Cv Angostura, NTrT Custódio de Mello e pelos destacamentos do Grupamento de Fuzileiros Navais de Manaus (GptFNMN), 3º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-3), Companhia de Comunicações dos Fuzileiros Navais (CiaComFN), Companhia de Guerra Eletrônica dos Fuzileiros Navais (CiaGEFN), Batalhão de Engenharia dos Fuzileiros Navais (BtlEngFuzNav) e do Batalhão de Operações Especiais dos Fuzileiros Navais "Btl Tonelero" (BtlOpEspFuzNav).
2003
Entre 15 e 24 de abril, realizou sua penúltima comissão, antes de ser transformada em Corveta-Museu.
Em 18 de maio, durante as comemorações do "Dia Internacional dos Museus", a Solimões marcou, definitivamente, a sua pré-condição de Museu, ficando aberta à visitação pública na escadinha da Praça "Pedro Teixeira" (Cais da CDP), ao lado da Estação das Docas, Belém (PA). Após reforma e adaptações, a partir de agosto de 2003 devera se tornar num dos espaços do Núcleo Cultural Feliz Lusitânia, no píer da "Casa das Onze Janelas", capital paraense , quando ficará, permanentemente, à visitação publica.
2004
A Corveta-Museu Solimões, encontrase atracada e em exposição permanente na "Casa da Onze Janelas".
R e l a ç ã o d e C o m a n d a n t e s
Fonte: Marinha do Brasil
I m a g e n s
B i b l i o g r a f i a
- Mendonça, Mário F. e Vasconcelos, Alberto. Repositório de Nomes dos Navios da Esquadra Brasileira. 3ª edição. Rio de Janeiro. SDGM. 1959. p.242-243.
- NOMAR - Notícias da Marinha, Rio de Janeiro, SRPM, n.º 443, mai. 1980; n.º 463, jan. 1982; n.º 497, nov. 1984; n.º 519, nov. 1986; n.º 677, ago. 1998; n.º 699, jul. 2000.
- Colaboraçao do CB-DT (RNR) Luiz Brazil Cotta.
- Folheto Bem-Vindo à Bordo da Corveta Purus - V 23. (1) Segundo o Repositório de Nomes dos Navios da Esquadra Brasileira. (2) Solimões, nome que deriva da corruptela do semítico "Suleiman", ou Salomão. |
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