NGB - Navio Aeródromo São Paulo - A 12

1822             -                NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS            -               Hoje

 

NAe São Paulo - A 12

Classe Clemenceau

 

"Non Ducor, Duco" (1)

 

 

D a t a s

 

Batimento de Quilha: 15 de fevereiro de 1957
Lançamento: 28 de julho de 1960
Incorporação (MN): 15 de julho de 1963

Baixa (MN): 15 de novembro de 2000

Incorporação (MB): 15 de novembro de 2000

 

C a r a c t e r í s t i c a s

 

Deslocamento: 27.307 ton (padrão), 32.780 (carregado).
Dimensões: 265 m de comprimento, 51.20 m (convôo) ou 31.72 (casco) de boca e 8.60 m de calado.
Propulsão: Vapor; 6 caldeiras La Valle de 45 kg/cm2 a 450º C, 4 turbinas a vapor Parsons gerando 126.000 shp, acopladas a 2 eixos.

Energia Elétrica: 2 turboalternadores de 2.000 Kw e 6 geradores diesel de 2.000 Kw.

Velocidade: máxima de 32 nós.

Raio de Ação: 7.500 milhas náuticas à 18 nós ou 4.800mn à 24 nós; e 60 dias de autonomia.
Armamento: 5 metralhadoras Browing .50 pol. (12,7 mm).

Sensores: 1 radar de vigilância aérea DRBV-23B; 1 radar de vigilância combinada (aérea e de superfície) DRBV-15; 2 radares aéreos DRBI-10 3D; 1 radar de navegação Decca TM-1226; 1 radar de navegação Kelvin Hughes Type 1006; 1 radar de aproximação para pouso NRBA-51; 2 radares de direção de tiro DRBC-32C; TACAN SRN-6; MAGE ARBR-16 e ARBR-17; CME ARBB-33.

Sistema de Dados Táticos: SENIT 8.01, e AIDCOMER (AIDe de COmmandement à la MER), um sistema de C3 a nível de Força-Tarefa.
Aeronaves: 14 caças AF-1A Skyhawk, 8 helicópteros A/S SH-3A/B Sea King, 2 helicópteros de emprego geral UH-12/UH-13 Esquilo e 3 helicópteros de transporte UH-14 Super Puma.

Equipamento de Aviação: Convés de vôo com 257 de comprimento, com pista em angulo de 8 graus, 165.5 metros de comprimento 29.5 de largura, e parte de avante do convôo com 93 metros de comprimento por 28 metros, numa superfície total de 8.800 m2. Hangar com 180 metros de comprimento, 22 a 24 de largura e 7 de altura, numa superfície total de 3.300 m2, equipado com dois elevadores, um central 17 m x 13 e um lateral de 16 m x 11 m com capacidade para levantar uma aeronave de 15 toneladas em 9 Segundos. Duas catapultas a vapor Mitchell-Brown BS-5 de 50 metros, capaz de lançar aeronaves com peso entre 15-20 toneladas a 110 nós, uma instalada avante e a outra no convés em angulo, um espelho modelo OP3, uma grua com capacidade para 15 toneladas e 4 cabos de parada. Pode transportar 3.000 m3 de combustível de aviação e 1.300 toneladas de munições.

Código Internacional de Chamada: PWSP

Tripulação: 1920 homens, sendo 64 oficiais, 476 sargentos e 798 cabos e marinheiros, mais 582 no Grupo Aéreo.

Obs: Características da época da incorporação.

 

H i s t ó r i c o

 

O Navio Aeródromo São Paulo - A 12, ex-Foch - R 99, ex-Richelieu, é o quarto navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao Estado e a cidade de São Paulo. Foi construído pelo Chantier de l'Atlantique, em St. Nazaire, França. Em agosto de 2000, depois de mais de um ano de negociações, foi assinado um acordo entre o Brasil e a França quanto a compra do NAe Foch, sendo que antes já haviam sido consideradas as hipóteses de se construir um navio de projeto espanhol ou até como chegou a ser ventilado nos meios da comunidade naval, adquirir o ex-USS Saratoga – CV 60, já desativado pela U.S. Navy. O contrato de compra do Foch foi estimado em 300 milhões de francos ou 12 milhões de dólares, incluídos nesse total os custos dos trabalhos no Arsenal de Brest e o término da retirada dos isolamentos de amianto existentes no navio, já vinham sendo realizados a três anos. Em 4 setembro de 2000, o Foch iniciou em Toulon o processo de adaptação para transferência a Marinha do Brasil, tendo a partir dessa data, já incluídos em sua tripulação os primeiros marinheiros brasileiros que iniciaram assim o processo de familiarização com o navio, num total que chegou a 50 oficiais e 250 praças. Em 15 de novembro de 2000 foi realizada em Brest a cerimônia de transferência e incorporação a Marinha do Brasil do Navio Aeródromo São Paulo, ex-Foch, em cerimônia presidida pelo CEMA Almirante-de-Esquadra José Alberto Accioly Fragelli, e que contou com a presença do CMG (MN) Bertrand Aubriot, comandante do Foch e do Almirente-de-Esquadra Jean-Louis Battet, Major General de la Marine Française. Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Mar-e-Guerra Antônio Alberto Marinho Nigro.

 

A oficialidade do recebimento do São Paulo foi a seguinte:

     - CMG Antônio Alberto Marinho NigroComandante

     - CF Paulo Roberto de Souza Romero - Imediato

     - CF José Luiz Ribeiro Filho - Chefe do Depto. de Operações

     - CF Marcos Thadeu Nazareth Ramos - Chefe do Depto. de Maquinas

     - CF Renato Regino Wall - Chefe do Depto. de Aviação

     - CC José Armando Leite Fernandes - Chefe do Grupo de Operações Aéreas

     - CC João do Espirito Santo Lima - Chefe do Grupo de Manut. de Aviação

     - CC (MD) Antônio Guilherme Costa Ruf - Chefe de Depto. de Saúde

     - CC Marcos Borges Sertã - Chefe do Grupo de Propulsão

     - CC Tuxaua Quintella de Linhares - Chefe do Depto. de Armamento

     - CC (IM) Fábio César Kothe Jannuzzi - Chefe do Depto. de Intendência

     - CC Mário Jorge Menezes Cardoso - Chefe do Grupo de Manobras de Aeronaves

     - CC Linneu Bartlett James Netto - Chefe do Depto. de CAV 

     - CC Mário Rubens Giordano Simões - Chefe do Grupo de Comunicações

     - CC Ezio Demarco Júnior - Chefe do Depto. de Navegação

     - CT Ken Willians Schonfelder - Chefe do Grupo de Eletrônica

     - CT José Henrique Guimarães Cardoso - Chefe do Grupo do COC

     - CT Leonardo Geraldo Mesquita - Chefe do Grupo EL

     - CT Sérgio Renato Berna Salgueirinho - Enc.Div O-4

     - CT Cláudio da Costa Reis de Sousa Freitas - Enc.Div. O-3

     - CT (IM) Alexandre Lobão da Silva - Enc.Div. I-1

     - CT Flávio de Jesus Costa - Enc.Div. O-2

     - CT Mário Luiz Piccirillo - Chefe do Grupo das Auxiliares

     - CT Danilo Guedes Ramos - Enc.Div. O-7

     - CT Carlos Alberto Coelho da Silva - Enc.1ª Div.

     - CT Alexandre Tito dos Santos Xavier - Enc.2ª Div.

     - CT Marcos Ulisses Diniz Sobreira - Chefe do Grupo de CAV

     - CT Luis Felipe Monteiro Serrão - Enc.3ª Div.

     - CT Ricardo Silva Pinheiro de Souza - Enc.Div. V-3

     - CT Mário Ramalho Franklin - Enc.Div. M

     - CT Wilson Renato Reis - Enc.Div. C

     - CT Marcelo da Silva Adriano - Aj. da Div. O-2

     - CT Cláudio Alvarez Simões - Enc.Div. O-1

     - CT Hermes Pacheco Pereira de Oliveira - Enc.Div. A

     - CT Márcio Costa Lima - Enc.Div. V-1

     - CT Cláudio da Silva Tavares - Aj. da Div. M

     - CT (IM) Sérgio Nahal de Souza - Aj. da Div. I-1
     - CT Fábio da Silva Andrade - Aj. da Div. C
     - CT (CD) Lenir de Souza - Enc.Div. S-3

     - CT Dario Antônio Leite Martins de Sant'anna - Enc.Div. V-6

     - CT Alexandre Itiro Villela Assano - Enc.Div. V-4
     - CT (IM) Anderson Jorge Lopes Brandão - Enc.Div. I-2

     - CT Jorge João Cabral de Oliveira - Enc.Div. E-1

     - CT Lúcio Marques Ribeiro - Enc.Div. E-2

     - CT Alexandre Amendoeira Nunes - Enc.Div. V-2

     - CT (IM) Luiz Gustavo Magalhães Schwan - Enc.Div. I-4

     - CT (IM) Alexandre Daudt dos Reis - Enc.Div. I-3

     - 1º Ten Sebastião Simões de Oliveira - Enc.Div. de Navegação

     - 1º Ten Rodrigo Metropolo Pace - Aj. da Div. O-3

     - 1º Ten Marcelo do Nascimento Marcelino - Aj. da Div. O-4

 

Lista completa da primeira tripulação.

 

2001

 

Entre 16 de novembro e 31 de janeiro, foram realizados no estaleiro da DCN em Brest, trabalhos que incluíram a reforma de dois aparelhos dos cabos de frenagem, reparo em uma das seis caldeiras a vapor, e a revisão do espelho de pouso.

 

Em 25 de janeiro, realizou testes de maquinas ao largo de Brest.

 

Em 1º de fevereiro, as 12:00 hs, partiu de Brest com destino ao Brasil, tendo a bordo 600 marinheiros brasileiros e 16 franceses que deram assistência na operação de alguns equipamentos durante a travessia.

 

Entre 7 e 9 de fevereiro, escalou em Dakar (Senegal) para reabastecimento.

 

Em 16 de fevereiro, reuniu-se ao largo da costa do Rio de Janeiro, aos navios do GT 802.1 organizado para recebe-lo na chamada Operação ARRIVEX, e que era integrado pelo NAeL Minas Gerais - A 11 (capitânia), F Liberal - F 43, Greenhalgh - F 46 e Rademaker - F 49, Cv Frontin - V 33 e o CT Pernambuco - D 30.

 

Em 17 de fevereiro, por volta das 11:30hs, entrou na Baia da Guanabara, fundeando próximo a Escola Naval, sendo visitado pelo Ministro da Defesa (MD) Geraldo Quintão, pelo Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Chagasteles, pelos Comandantes do Exercito e da Aeronáutica, e os ex-Ministros da Marinha, Almirantes Alfredo Karam, Henrique Sabóia e Ivân Serpa.

 

Em 27 de abril, no final da tarde partiu do Rio de Janeiro iniciando a Operação INCORPOREX, capitaneando um GT composto pelas Fragatas Niterói – F 40 e Rademaker – F 49. Ainda nesse dia embarcou por via aérea o Sr. Presidente da Republica Fernando Henrique Cardoso, que pernoitou a bordo realizando a travessia Rio-Santos.

 

Em 28 de abril, chegou na barra de Santos as 06:00hs, atracando por volta das 08:30hs. A partir das 10:00hs, em cerimônia realizada a bordo, presidida pelo Presidente da Republica, com a presença do Ministro da Defesa Geraldo Magela da Cruz Quintão, do Comandante da Marinha Almirante-de-Esquadra Sérgio Gitirana Florêncio Chagasteles e demais autoridades civis e militares, o São Paulo foi transferido da Diretoria Geral de Material da Marinha (DGMM) para o Comando de Operações Navais (ComOpNav), e deste para o Comando-em-Chefe da Esquadra (ComenCh) em cumprimento a Portaria Nº 94/MB do Comandante da Marinha, de 19/04/2001.

 

Em maio, foi realizada a comissão CATRAPO I, com os primeiros toques e arremetidas dos caças AF-1 Skyhawk.

 

Em 30 de julho, ocorreu o primeiro pouso a bordo de um AF-1 Skyhawk.

 

Em 1º de agosto, foi feito o primeiro lançamento pela catapulta de avante, e no dia 3, outro lançamento empregando a catapulta lateral. Nessa comissão foram realizados um total de 21 pousos e decolagens, para validação dos Boletins de Lançamento e Recolhimento.

 

Entre 30 de agosto e 3 de setembro, entre o Rio de Janeiro e Cabo Frio, concluiu o adestramento de pilotos e equipagens de aviões e helicópteros e o Programa de Validação dos Boletins de Lançamento e Recolhimento (BLR) de aeronaves AF-1 . Nessa comissão no dia 30, foram realizados os primeiros pousos enganchados de aeronaves AF-1 (N 1009 pilotado pelo CT José Vicente Alvarenga Filho, e N 1014 pilotado pelo CT Fernando Souza Vilela) pilotadas por AvN brasileiros. No dia 31 foram realizadas as primeiras catapultagens (N 1011 e N 1009). Ao final dessa comissão foram contabilizados 52 pousos e decolagens.

 

Em 12 de novembro, foi realizada a bordo, cerimônia alusiva ao 179º Adversário da Esquadra, com a presença do Comandante da Marinha, AE Chagasteles, do ComemCh, VA Mauro Magalhães de Souza Pinto, de ex-Comandantes-em-Chefe, membros do Almirantado e demais autoridades.

 

Em 5 de novembro, foi realizada a bordo, cerimônia alusiva ao 1º Aniversario de sua incorporação. Nesse um ano de serviço realizou ainda, a comissão de Adestramento Inicial, comissão de Vistoria de Segurança de Aviação – VSA e a comissão Qualificação e Requalificação de Pilotos de Helicópteros, tendo atingido nesse período as marcas de 52 enganchamentos e catapultagens, 48 dias de mar e 14.648.6 milhas navegadas.

 

2002

 

Em 17 de fevereiro, foi comemorado o primeiro ano de sua chegada ao Brasil.

 

Entre 10 e 23 de março, realizou comissão, na área marítima entre o Rio e São Paulo, como capitânia de um GT sob o comando do Contra-Almirante Tibério César Menezes Ferreira, composto também pela F Constituição - F 42. Essa foi a primeira comissão de adestramento depois de ficar alguns meses parado para reparos nas caldeiras. Foram realizadas operações aéreas, já contando efetivamente com a participação operacional de aeronaves do Esquadrão VF-1. Foi visitado o porto de Santos (SP).

 

Em 15 de abril, foi realizada a bordo a cerimônia de substituição do VA Mauro Magalhães de Souza Pinto pelo VA Euclides Duncan Janot de Mattos, no Comando em Chefe da Esquadra.

 

Em 22 de abril de 2002, partiu do Rio de Janeiro, como capitânia de um Grupo-Tarefa sob o comando do Contra-Almirante Edison Lawrence Mariath Dantas, composto também pela Fragata Rademaker e pelo Navio-Tanque Marajó, para participar da Operação URUEX I/ARAEX VI, realizadas respectivamente em águas uruguaias e argentinas no período de 1º a 6 de maio. Visitou o porto de Rio Grande entre 26 e 29 de abril. Retornou ao Rio de Janeiro em 13 de maio. Pela Marinha do Uruguai, participou a Fragata Artigas e helicópteros Westland Wessex HC.2 que operaram no São Paulo. Pela Armada Argentina, participaram a Fragata ARA La Argentina - D 11, o Navio de Apoio Logístico ARA Patagônia - Q 1, aeronaves S-2T Turbo Tracker, Super Etendard e SH-3 Sea King. Os primeiros pilotos argentinos a pousarem a bordo foram o Comandante da Forca Aeronaval, o Contra-Almirante (ARA) Carlos Cal e o Comandante do 2º Esquadrão de Caça e Ataque, o Capitão-de-Corveta (ARA) Rony Whammond, com um Turbo Tracker e Super Etendard, respectivamente. Foram embarcados para intercâmbio 35 oficiais e 56 praças.

 

Foram realizados 69 toques e arremetidas, 31 enganches (pousos) e 33 catapultagens de aeronaves Super Etendard e Turbo Tracker argentinas. Nessa comissão, foi realizada uma cerimônia, com aposição e toque de silêncio, em memória aos mortos da Guerra das Malvinas, em especial do Cruzador ARA General Belgrano - C 4. Entre outras autoridades, estiveram a bordo, o Embaixador do Brasil na Argentina, Dr. José Botafogo Gonçalves e o Almirante-de-Esquadra Joaquim Stella, Comandante da Armada Argentina.

 

Entre 10 e 20 de setembro, realizou Operação TEMPEREX 02 no trecho Rio-Santos, como capitaneando da Força-Tarefa 809 comandada pelo Vice-Almirante Euclides Duncan Janot de Mattos, ComenCh. A FT-809 era integrada pela F Niterói – F 40, F Constituição – F 42, F União – F 45, F Dodsworth – F 47, F Rademaker – F 49, CT Pernambuco – D 30 e os NT Marajó – G 27 e Almirante Gastão Motta – G 23. As operações aéreas ficaram a cargo de um Destacamento Aéreo Embarcado composto por AF-1 Skyhawk (do VF-1), três SH-3A/B Sea King (do HS-1), três UH-14 Super Puma (do HU-2), dois UH-12 Esquilo (do HU-1), dois IH-6B Jet Ranger (do HI-1), e doi

s S-2T Turbo Tracker da Escuadrilla Aeronaval Antisubmarina (EA2S) da Armada Argentina, sob o comando do Capitão-de-Corveta (ARA) Dennehy. Foram realizadas 105 lançamentos e 106 recolhimentos. Foram realizadas Visitou o porto de Santos (SP).

 

Em 19 de novembro, recebeu a visita do Presidente da Republica, Fernando Henrique Cardoso, acompanhado dos Ministros da Casa Civil, do Gabinete de Segurança Institucional, e dos Comandantes da Marinha, Exercito e Aeronáutica. Na ocasião o Presidente teve a oportunidade de acompanhar as operações aéreas realizadas a bordo.

 

2003

 

Entre 14 e 29 de janeiro, participou da Operação ASPIRANTEX 03, como capitania de um GT constituído pelas F Constituição – F 42, F União - F 45, F Rademaker – F 49, CT Pernambuco – D 30, NDD Ceará - G 30, NT Gastão Motta – G 23 e o S Tapajó – S 33. Escalou no porto de Fortaleza (CE).

 

Entre 19 e 31 de maio, participou da Operação TROPICALEX 03, como capitânia da FT-705, sob o comando do ComenCh, VA Miguel Ângelo Davena, realizada entre o Rio de Janeiro e Salvador. A FT era composta também pelo NDCC Matoso Maia - G 28, pelas F Dodsworth - F 47, Bosísio - F 48, Rademaker - F 49, União - F 45 e Defensora - F 41, pelos CT Pará - D 27 e Pernambuco – D 30, pelo S Tupi - S 30, e pelos NT Marajó - G 27 e Almirante Gastão Motta – G 29. Participaram como unidades isoladas os NPa Graúna - P 42 e Goiana - P 43 do 3º DN, os S Tupi - S 30, Timbira - S 32 e Tapajó - S 33, além de aeronaves dos EsqdHA-1, EsqdHI-1, EsqdHS-1, EsqdHU-1, EsqdHU-2 e EsqdVF-1. Foi visitado o porto de Salvador (BA).

 

Em 7 de julho, foi docado na Dique Almirante Régis no AMRJ, para ser submetido ao seu primeiro Período de Manutenção e Atualização - PMA. Essa foi a sua primeira docagem feita no Brasil, uma faina delicada que durou quase três horas. Nesse PMA, foi dedicada atenção especial a instalação propulsora, linhas de eixo, catapulta, aparelho de parada, controle de avarias e obras estruturais.

 

No final de outubro e inicio de novembro, após concluir o PMA, realizou a comissão EXPERIÊNCIA DE MÁQUINAS, conseguindo voltar a atingir sua velocidade máxima. Junto a essa comissão foi realizada uma CATRAPO, requalificando sete pilotos de AF-1 Skyhawk.

 

Em 15 de novembro, completou 3 anos de Serviço Ativo. Até essa data atingiu a marca de 450 ganchos e catapultagens.

 

2004

 

Em 19 de fevereiro. foi realizada no cais do AMRJ a cerimônia de troca de comando, com o CMG Luiz Henrique Caroli, substituindo o CMG Antônio Fernando Monteiro Dias.

 

Entre 7 e 11 de junho, formando o GT 706.1 sob o comando do CA Arthur Pires Ramos, Comandante da 1ª Divisão da Esquadra, junto com S Tapajó - S 33, realizou a Operação PASSEX-RONALD REAGAN, com o NAe Nuclear USS Ronald Reagan - CVN 76 e o Cruzador AEGIS USS Thomas S. Gates - CG 51 (classe Ticonderoga), que formavam um GT sob o comando do CA (USN) Robert T. Moeller, Comandante do Grupo de Cruzadores e Contratorpedeiros 1 (ComGruDesGru 1). O Ronald Reagan, foi construído em Newport News (Virginia) e foi incorporado no inicio desse ano. A PASSEX foi realizada na escala do Ronald Reagan, no Brasil quando de sua travessia de Norfolk (Virginia) para San Diego (Califórnia) no Pacifico onde ira operar.

 

No dia 8 de junho, os AF-1 do São Paulo, realizaram toque e arremetida no NAe Nuclear USS Ronald Reagan - CVN 76.

 

No dia 9 de junho, ainda durante essa Operação, o navio recebeu a visita do CA (MN) Patrick Giaume, Comandante da Aviação Naval Francesa, acompanhado pelo Consul-Geral da França no Brasil, Sr. Richard Barbeyronme.

 

Ainda em junho, na seqüência da PASSEX-RONALD REAGAN, ainda acompanhado pelo S Tapajó, realizou a Operação CATRAPO III/HELITRAPO III, para qualificação e requalificação de pilotos de AF-1 e helicópteros.

 

Em 4 de agosto, durante a Operação ESQUADREX 04, realizada na área marítima entre o Rio e Vitoria, o NAe São Paulo – A 12, recebeu a visita do Presidente da Republica Luiz Inácio Lula da Silva e comitiva, que incluía o Ministro da Defesa Emb. José Viegas e o Comandante da Marinha. Além de assistir as operações aéreas a bordo do São Paulo, a comitiva também teve a oportunidade de assistir a uma Parada Naval na qual participaram as F Bosisio – F 48, Rademaker – F 49 e Defensora – F 41, a Cv Inhaúma – V 30, o CT Pará – D 27, o NT Marajó – G 27 e os S Tupi – S 30 e Tapajó – S 33.

 

2005

 

Em 17 de maio, como capitânia de um GT composto pela Cv Inhaúma - V 30 e o NT Marajó - G 27, suspendeu para exercícios na área marítima entre o Rio de Janeiro e São Paulo, com escala prevista em Santos. Logo na saída da Baia da Guanabara, a cerca de 10 milhas ao sul da Ilha Raza, por volta das 10:30h, ao ser comunicado vapor para o aparelho de catapulta, responsável pelo lançamento de aeronaves, houve o rompimento de uma tubulação, liberando vapor superaquecido junto a um quadro elétrico, operado por militares em serviço. Não houve explosão a bordo. O vapor que vazou da tubulação provocou queimaduras em onze tripulantes. Foi vitima fatal o 3º Sargento Anderson Fernandes do Nascimento, e os feridos foram o 1º Tenente Marco Aurélio Barros de Almeida, os 1º Sargento Francisco Cícero da Silva, 2º Sargento Jorge André de Almeida Soares, e os Cabos Daniel Pires de Andrade, José Roberto da Silva Bahia, Erivelton dos Santos Coelho, Edivelton Brito Santos, Douglas Ricardo da Silva Farias e Ângelo José Moraes dos Anjos, e o Marinheiro Felipe Machado da Rocha. Os feridos foram evacuados do navio por helicóptero do Grupo Aéreo e transportado para o Hospital Naval Marcilio Dias, no Méier, Rio de Janeiro.

 

 

R e l a ç ã o    d e    C o m a n d a n t e s

 

Comandante Período
CMG Antônio Alberto Marinho Nigro 15/11/2000 a __/03/2002
CMG Antônio Fernando Monteiro Dias __/03/2002 a 19/02/2004
CMG Luiz Henrique Caroli 19/02/2004 a __/__/200_

 

I m a g e n s

 

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H i s t ó r i c o  A n t e r i o r

 

 

B i b l i o g r a f i a

 

- Baker III, A.D. Combat Fleets of the World 1998-1999. Annapolis, MD: Naval Institute Press, 1998.

 

- Revista Marítima Brasileira. Rio de Janeiro, SDGM, n.º 01/03, jan./mar. 2001.

 

- Revista Força Aérea. Rio  de Janeiro, Action Editora, n.º23, jun./jul./ago. 2001.

 

- Jornal A Tribuna. Santos, p. C4, Domingo, 22 de abril de 2001.

 

- NOMAR - Notícias da Marinha, Rio de Janeiro, SRPM, n.º 704, dez. 2000; n.º 712, ago. 2001; n.º 713, set. 2001; n.º 716, dez. 2001; n.º 717, jan. 2002; n.º 727, nov. 2002.

 

- Agencia Brasil.

 

- Nota a Imprensa de 17/05/05 da Seção de Comunicação Social do Com1ºDN.


(1) O lema e o brazão do São Paulo - "Non Ducor, Duco" (não sou conduzido, conduzo), são os mesmos da cidade e também foram usados pelo antigo Encouraçado São Paulo.