NGB - Navio de Desembarque Doca Rio de Janeiro - G 31

1822             -                NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS            -               Hoje

 

NDD Rio de Janeiro - G 31

Classe Thomaston

 

 

D a t a s

 

Batimento de Quilha: 11 de outubro de 1954
Lançamento: 20 de janeiro de 1956
Incorporação (USN): 24 de agosto de 1956

Baixa (USN): 28 de setembro de 1989

Incorporação (MB): 21 de novembro de 1990

 

 

C a r a c t e r í s t i c a s

 

Deslocamento: 6.880 ton (padrão), 12.150 (carregado).
Dimensões: 155.45 m de comprimento, 25.60 m de boca e 5.80 m de calado máximo.
Propulsão: Vapor; 2 caldeiras Babcock & Wilcox de 40.8 kg/cm2, 2 turbinas a vapor G.E. gerando 24.000 shp, acopladas a 2 eixos.

Combustível: 1.300 toneladas.

Energia Elétrica: ?

Velocidade: máxima de 22.5 nós.

Raio de Ação: 13.000 milhas náuticas à 10 nós, 10.000 mn à 20 nós ou 5.300 mn à 22.50 nós.
Armamento: 6 canhões de 3 pol. (76,2 mm/50) Mk 33 em três reparos duplos e 4 metralhadoras Browing .50 pol. (12,7 mm).

Sensores: 1 radar de vigilância aérea SPS-6C, 1 radar de superfície SPS-10 e 1 radar de navegação CRP-3100.

Capacidade de Carga e Equipamentos: doca medindo 119.2 x 14.6 metros, com capacidade para 2 EDCG's (LCU), ou 18 EDVM's (LCM 6), ou 6 EDVM's (LCM 8), estacionamento de veículos na parte de vante da doca com uma área de 975m2, pode transportar 7.400 toneladas de carga. É equipado com dois guindastes com 50 toneladas de capacidade cada um, 2 EDVP's e 2 lanchas para transporte de pessoal do tipo LCP.

Aeronaves: capaz de operar todos os helicópteros em serviço na MB.

Código Internacional de Chamada: PWRJ

Tripulação: 405 homens, sendo 21 oficiais e 384 praças (na USN).

Tropa Transportada: 341 homens, sendo 29 oficiais e 312 praças (na USN).

Obs: Características da época da incorporação na MB. 

 

H i s t ó r i c o

 

O Navio de Desembarque Doca Rio de Janeiro - G 31, ex-USS Alamo - LSD 33, é o quarto  navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao Estado do Rio de Janeiro. Foi construído pelo estaleiro Ingalls Shipbuilding, em Pascagoula, Mississippi. Foi transferido por empréstimo de cinco anos, com opção de compra, e incorporado em 21 de novembro de 1990.

 

1996

 

Em 4 de março, foi criado o Comando do 1º Esquadrão de Navios Anfíbios (ComEsqdNAnf-1) ao qual passou a ser subordinado.

 

1997

 

Entre 28 de abril e 4 de maio, participou da Operação RIBEIREX AM - I/97, que se realizou a cerca de 360 milhas de Manaus, nas proximidades da cidade de Alavarães (AM), situada à margem direita do rio Solimões. A FT ribeirinha era composta também pelos NPaFlu Pedro Teixeira - P 20, Raposo Tavares - P 21, Rondônia – P 31 e Amapá - P 32, Cv Solimões - V 24, NPa Piratini – P 10, Parati – P 13 e Penedo – P 14, além de helicópteros do HU-3 (UH-12 Esquilo) e do HU-2 (UH-14 Super Puma), EDCGs do GED, CLaAnfs AAV-7A1 e elementos do 2º BthInfFN (Batalhão Humaitá) e dos GptFN de Belém e Manaus. O NDD Rio de Janeiro estabeleceu, no exercício, um novo marco de navegação, ao operar no ponto mais ocidental da Amazônia, já alcançado por um navio de guerra do seu porte, tendo sido o primeiro NDD a navegar no rio Solimões. A participação desse navio, além de contribuir para a consolidação da doutrina de operações ribeirinhas na MB, abre perspectivas para que navios dessa classe venham a atingir limites ainda maiores, dentro da Bacia Amazônica, aproximando-se, cada vez mais, das fronteiras ocidentais do país, estendendo, assim, a presença da Esquadra na região.

 

1999

 

Em janeiro, participou da Operação ASPIRANTEX/99, tendo visitado o porto de Salvador.

 

2000

 

Participou da Operação TROPICALEX/APRESTEX 00, realizada na área marítima entre o Rio de Janeiro e Natal, integrando a FT 803, formada pela 2ª Divisão da Esquadra, sob o Comando do ComemCh. Também integravam a FT 803, as F Niterói, Defensora, Greenhalgh, Rademaker; Cv Jaceguai; CT Paraná e os NT Marajó e Almirante Gastão Motta. O S Timbira, navios do 1º, 2º e 3º DN e aeronaves da FAB apoiaram a Operação. Foram visitados os portos de Salvador (BA), Recife (PE), Cabedelo (PB), Natal (RN) e Maceió (AL).

 

Em 21 de novembro, completou 10 anos de serviço, tendo atingido as marcas de 708,5 dias de mar e 120.593,9 milhas navegadas.

 

2001

 

Entre 9 e 26 de janeiro, participou da comissão ASPIRANTEX 01/ADEREX I/01, integrando o GT 801.2, sob o comando da 2ª Divisão da Esquadra, tendo visitado os portos de Salvador e Vitória.

 

Em 31 de janeiro, o Comando do 1º Esquadrão de Navio Anfíbios, foi extinto e absorvido pelo Comando do 1º Esquadrão de Apoio (ComEsqdAp-1), pelo Decreto n.º 3682 de 06/12/2000.

 

Em fevereiro, a MB recebeu o certificado de transferência do NDD Rio de Janeiro, do Governo dos EUA, adquirido definitivamente em 24 de janeiro.

 

Entre 22 e 29 de agosto, participou da Operação ADEREX III/01, realizada na área marítima entre o Rio de Janeiro e São Paulo, acompanhada da F Rademaker (capitânia), F Bosísio, F União, Cv Inhaúma e o S Tapajó. Esses navios integravam o GT 808.3, sob o comando do Com2ªDivE, CA Marcelio Carmo de Castro Pereira. Foi visitado o porto de Santos (SP). Também participaram da Operação, as Cv Frontin e Júlio de Noronha, o S Timbira, o NPa Gurupá e aeronaves F-5E, A-1, AT-27 e P-95 da FAB.

 

Em outubro, foi submetido a vistoria de Segurança de Aviação, pelo Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha - SIPAAerM.

 

Entre 1º e 12 de dezembro, participou da Operação XXXVI, realizada na região de Itaóca – ES, integrando a Força-Tarefa Anfíbia comandada pelo Comando da 1º Divisão da Esquadra - ComDivE-1, que incluía também o NDCC Mattoso Maia, NTrT Custódio de Mello, NTrT Ary Parreiras e o RbAM Tridente. Também participaram do exercício quatro helicópteros da Força Aeronaval - ForAerNav e quatro aeronaves AT-27 Tucano da Força Aérea Brasileira - FAB. Uma Unidade Anfíbia de fuzileiros navais, formou a Força de Desembarque sob o comando do Comando da Divisão Anfíbia - ComDivAnf.

 

2002

 

Entre 16 e 26 de abril, participou da Operação ADEREX II/02, realizada na área marítima entre o Rio de Janeiro e São Paulo, acompanhado da F Dodsworth (capitânia), F União, F Constituição, CT Pernambuco e o S Tapajó. Esses navios integravam o GT 804.2, sob o comando do CA Ricardo Sérgio Paes Rios, comandante da 2.ª Divisão da Esquadra - ComDivE2. Foi visitado o porto de Santos.

 

2003

 

Em janeiro, iniciou PMG - Período de Manutenção Geral na Base Naval de Aratu (BA), que foi concluído no AMRJ, recebendo a exemplo do NDD Ceará, a instalação de um radar de busca combinada, só que nesse caso do modelo Plessey AWS-4, do mesmo tipo usado pelas Cv classe Inhaúma, ao invés do AWS-2 do Ceará.

 

 

R e l a ç ã o    d e    C o m a n d a n t e s

 

Comandante Período
CMG Elis Treidler Öberg __/__/19__ a __/__/19__
CMG Alfredo P. F. P. __/__/1999 a __/__/2000
CMG Fernandes __/__/200_ a 18/01/2002
CMG Ney Macedo 18/01/2002 a __/__/200_

 

I m a g e n s

 

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H i s t ó r i c o  A n t e r i o r

 

 

B i b l i o g r a f i a

 

- Baker III, A.D. Combat Fleets of the World 1998-1999. Annapolis, MD: Naval Institute Press, 1998.

 

- Friedman, Norman. U.S. Amphibious Ships and Crafts: An Illustrated Design History. Annapolis, MD. United States Naval Institute, 2002.

 

- Friedman, Norman. U.S. Amphibious Ships and Crafts: An Illustrated Design History. Annapolis, MD. United States Naval Institute, 2002.

 

- NOMAR - Notícias da Marinha, Rio de Janeiro, SRPM, n.º 699, jul. 2000; n.º 707, mar. 2001; n.º 718, fev. 2002.