NGB - Monitor Parnaíba - U 17

1822             -                NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS            -               Hoje

 

M Parnaíba U 17

Classe Parnaíba

 

"Jaú do Pantanal"

 

D a t a s

 

Batimento de Quilha: 11 de junho de 1936
Lançamento: 6 de novembro de 1937
Incorporação: 4 de março de 1938

 

C a r a c t e r í s t i c a s

 

Deslocamento: 620 ton (padrão), 720 ton (carregado).
Dimensões: 55 m de comprimento, 10.1 m de boca e 1.6 m de calado.
Propulsão: vapor; 2 caldeiras e 2 conjuntos de maquinas a vapor de tripla expansão Thornycroft gerando 1.300 hp, acoplados a 2 eixos.

Combustível: 90 tons.

Eletricidade: gerador de 60 kVA.

Velocidade: máxima de 12 nós.

Raio de Ação: 1.350 milhas a 10 nós e autonomia de 3.3 dias.
Armamento: 1 canhão de 152 mm, 2 morteiros de 87 mm, 2 canhões de 47 mm e 4 metralhadoras AAé.
Sensores: 1 radar de navegação Furuno 3600 e 1 radar de navegação Decca(1).

Código Internacional de Chamada: PWPA (PXPA)
Tripulação: 90 homens.

Obs: características de antes da modernização de 1998-99

 

 

H i s t ó r i c o

 

O Navio Monitor Parnaíba - U 17, é o quinto navio a ostentar esse nome(2) na Marinha do Brasil, em homenagem a esse rio do Piauí. Foi construído pelo Arsenal de Marinha da Ilha das Cobras, hoje AMRJ. Teve sua quilha batida em 11 de junho de 1936, foi lançado ao mar em 6 de novembro de 1937 e incorporado a Flotilha do Mato Grosso em 4 de março de 1938. Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Corveta Armando Berfor Guimarães, que também foi o primeiro comandante do Navio-Tanque Potengi.

 

A configuração do armamento foi mudada durante modernização realizada em ?, para 2 canhões Bofors L/60 de 40mm em dois reparos singelos Mk 3, e 8 metralhadoras Oerlikon de 20mm em reparos singelos Mk 10.

 

1943

 

Em 19 de abril, foi movimentado para Salvador, sendo incorporado ao Comando Naval do Leste para missões de escolta de navios e patrulhamento no porto, onde permaneceu até 1945, retornando então a Ladário.

 

1980

 

Em 5 de maio, partiu da Base Fluvial de Ladário, como capitania de um GT sob o comando do Capitão-de-Fragata Paulo Gustavo da Silva Castro Pinto, que incluía também o Navio de Transporte Fluvial Paraguassú - G 15 e o Navio-Tanque Potengi - G 17, para representar o Brasil nas Comemorações do 169ª Aniversario da Independência do Paraguai, em Assunção.

 

1981

 

Em maio, integrando GT com o NTrFlu Paraguassú - G 15 e NT Potengi G 17, realizou exercícios ribeirinhos no Rio Paraguai e participou das Comemorações do 170º Aniversario da Independência do Paraguai, em Assunção em 5 de maio.

 

Entre 17 e 28 de agosto, participou da Operação RIBEIREX PANTANAL I/81 realizada na região de Porto Murtinho (MS), integrando FT junto com o NTrFlu Paraguassú - G 15 e o NT Potengi - G 17, sob o comando do CMG José Francisco Prado Gondim, Comandante da Flotilha do Mato Grosso. Participaram elementos do GptFN de Ladário, um pelotão do Batalhão Tonelero, um Destacamento da CiaRecomAnf, uma equipe de Mergulhadores de Combate e helicópteros da Aviação Naval.

 

1983

 

Realizou manobras fluviais no âmbito do Comando do 6º DN, entre Ladário e Porto Murtinho, em conjunto com o NTrFlu Paraguassú - G 15, NT Potengi - G 17 e o AvTrFlu Piraim - U 29, além do Grupamento de Fuzileiros Navais de Ladário (GptFNLa) e helicópteros da ForAerNav.

 

1984

 

Realizou viagem de representação ao Paraguai, integrando um GT composto pelo NTrFlu Paraguassú - G 15, NT Potengi - G 17 e o AvTrFlu Piraim - U 29.

 

Em setembro, durante a Operação Pré-NINFA X, atingiu a marca de 1000 dias de mar e 118.903,3 milhas navegadas.

 

Em outubro, participou da Operação NINFA X, realizou na região de Porto Murtinho em conjunto com o NTrFlu Paraguassú - G 15, NT Potengi - G 17 e o AvTrFlu Piraim - U 29, além do Grupamento de Fuzileiros Navais de Ladário (GptFNLa) e helicópteros da ForAerNav.

 

1985

 

Em outubro, participou da Operação ALAGADOS I, realizada na região de Albuquerque (MS) em conjunto com o NTrFlu Paraguasú - G 15, NT Potengi - G 17, AvTrFlu Piraim - U 29 e o Rebocador Antônio João, além do Grupamento de Fuzileiros Navais de Ladário (GptFNLa) e helicópteros da ForAerNav.

 

1986

 

Em 5 de maio, partiu de Ladário capitaneando uma FT composta pelo NT Potengi - G 17, NTrFlu Paraguassu - G 15 e o AvTrFlu Piraim - U 29, rumo aos portos de Assunção (Paraguai) e Rosário (Argentina). Dessa FT foram destacados o Paraguassú para Porto Iguaçu (Argentina) e o Piraim para Bela Vista (Argentina).

 

1987

 

Entre 23 e 29 de abril, participou da Operação RIBEIREX PANTANAL I, integrando uma Força-Tarefa composta também pelo NTrFlu Paraguassu – G 15, NT Potengi – G 17 e o AvTrFlu Piraim – U 29.

 

Em 5 de maio, suspendeu de Ladário, integrando uma Força-Tarefa composta também pelo NTrFlu Paraguassu - G 15, NT Potengi - G 17 e AvTrFlu Piraim - U 29, com destino a Assunção (Paraguai), realizando viagem de estreitamento de laços de amizade com esse pais amigo.

 

Em setembro, recebeu a visita do Ministro da Marinha, AE Henrique Saboia.

 

1988

 

Participou da Operação NINFA 88, em conjunto com a Marinha do Paraguai.

 

Participou das Operações RIBEIREX I/88 e RIBEIREX II/88.

 

Participou das Operações PIQUIRI I/88, PIQUIRI II/88, PIQUIRI III/88 e PIQUIRI IV/88, com o Grupamento de Fuzileiros Navais de Ladário (GptFNLa).

 

1998

 

Em janeiro, iniciou modernização.

 

1999

 

Em 6 de maio, após um ano e meio de obras realizadas na Base Fluvial de Ládario, a Flotilha do Mato Grosso recebeu o M Parnaíba totalmente modernizado. Entre as modificações que o navio recebeu, estão a mudança no sistema de governo, do sistema de geração e distribuição de energia, substituição da propulsão a vapor por diesel, e dos canhões de 40 mm Bofors L/60 por L/70, além da instalação de um convés de vôo. Após as modificações o navio teve sua autonomia aumentada de 3 para 16 dias.

 

2001

 

Em maio, participou da Operação PLATINA. Em 15 de maio visitou Assunção, onde participou das comemorações do Dia da Independência do Paraguai.

 

Esta subordinado ao 6º Distrito Naval, e integra a Flotilha do Mato Grosso (FlotMT), operando a partir de Ladário (MS).

 

2005

 

Entre 27 de maio e 5 de junho, participou da Operação JAURU II, integrando uma Força-Tarefa composta também pelo NTrFlu Paraguassú – G 15, NApLogFlu Potengi - G 17 e o AvTrFlu Piraim – U 29. Essa operação foi realizada na área dos estados Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, e envolveu 1200 homens da Marinha, Exercito e Força Aérea e agencias de segurança federal e estaduais. Pelo EB participaram a 9ª Divisão de Exercito (Campo Grande-MS), 4ª Brigada da Cavalaria Mecanizada (Dourados); 17º Batalhão Especial de Fronteira (Forte de Coimbra), com as suas, 2ª CiaF (Porto Murtinho-MS) e a 3ª CiaF (Forte de Coimbra-MS); 17º Regimento de Cavalaria Mecanizada e 11º Regimento de Cavalaria Mecanizada (Ponta Porã-PR).

 

 

R e l a ç ã o    d e    C o m a n d a n t e s

 

Comandante Período
CC Armando Berfor Guimarães 04/03/1938 a __/__/19__
CC Valtércio __/07/2001 a __/__/200_

 

I m a g e n s

 

P043-f06.jpg (73622 bytes) Parnaiba-U17-f01.jpg (80437 bytes) Parnaiba-U17-f02.JPG (20642 bytes) Parnaiba-U17-f03.jpg (88771 bytes) Parnaiba-U17-f04.jpg (49835 bytes) Parnaiba-U17-f05.jpg (28301 bytes) P043-f07.JPG (24469 bytes) P043-f08.JPG (19401 bytes) P043-f09.jpg (44200 bytes) P043-f10.jpg (45399 bytes) P043-f11.JPG (60233 bytes) P043-f12.JPG (44301 bytes)

 

B i b l i o g r a f i a

 

- Baker III, A.D. Combat Fleets of the World 1998-1999. Annapolis, MD: Naval Institute Press, 1998.

 

- Mendonça, Mário F. e Vasconcelos, Alberto. Repositório de Nomes dos Navios da Esquadra Brasileira. 3ª edição. Rio de Janeiro. SDGM. 1959. p.199-200.

 

- NOMAR - Noticias da Marinha, Rio de Janeiro, SDGM, n.º 443, mai. 1980; n.º 454, abr. 1981; n.º 458, ago. 1981; n.º 459, set. 1981; n.º 497, nov. 1984; n.º 499, jan. 1985; n.º 507, nov. 1985; n.º 519, nov. 1986; n.º 527, jul. 1987; n.º 531, nov. 1987; n.º 534, fev. 1988; n.º 686, jun. 1999; n.º 711, jul. 2001.

 

- Revista Tecnologia & Defesa, n.º 7, 1983.


(1) radares instalados nas modernizações subseqüentes.

(2) Forma sincopada de paranaíba. Em tupi, significa braço corrente no mar.