NGB - Navio Aeródromo Ligeiro Minas Gerais - A 11

1822             -                NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS            -               Hoje

 

NAeL Minas Gerais - A 11

Classe Colossus

 

"Mingão"

 

 

D a t a s

 

Batimento de Quilha: 16 de novembro de 1942
Lançamento: 23 de fevereiro de 1944
Incorporação (RN): 15 de janeiro de 1945

Baixa (RN/RAN): 13 de agosto de 1955

Incorporação (MB): 6 de dezembro de 1960

Baixa (MB): 9 de outubro de 2001

 

C a r a c t e r í s t i c a s

 

Deslocamento: 15.890 ton (padrão), 19.890 (carregado).
Dimensões: 211.25 m de comprimento, 36.44 m (convôo) ou 24.50 (casco) de boca e 7.15 m de calado.

Propulsão: Vapor; 4 caldeiras Admiralty de 28 kg/cm3 a 700º C, 2 turbinas a vapor Parsons gerando 42.000 shp, acopladas a 2 eixos.

Energia Elétrica: 2 geradores diesel de 1000 kw e 1 de 600 kw e turbo-alternadores.

Velocidade: máxima de 23 nós, de cruzeiro 18 nós.

Raio de Ação: 12.000 milhas náuticas à 14 nós ou 6.200 mn à 23 nós.

Combustível: 3.200 tons e 98.000 de combustível de Aviação.
Armamento: 3 lançadores duplos de mísseis de defesa de ponto Mistral (sistema SIMBAD).

Sensores: 1 radar de vigilância aérea SPS-40B; 1 radar de vigilância combinada (aérea e de superfície) Plessey AWS-4; IFF; 2 radares de navegação Terma Scanter MIL-PAR; 1 radar de aproximação para pouso Terma GSA e MAGE Racal Cutlass B-1.

Aeronaves: 4 a 8 helicópteros A/S SH-3A/B Sea King, 2 helicópteros de emprego geral UH-12/UH-13 Esquilo e 3 helicópteros de transporte UH-14 Super Puma.

Equipamento de Aviação: Convés de vôo com 210.3 de comprimento e 36.4 de largura, com pista em angulo de 8.5 graus. Hangar com 135.6 metros de comprimento, 15.8 de largura e 5.3 de altura, equipado com dois elevadores centrais para aeronaves de 13.7 m x 10.4 m e capacidade de carga de 20 toneladas. Catapulta a vapor MacTaggart Scott C-3 capaz de lançar aeronaves com peso máximo de 15 toneladas, à 110 nós e aparelho de parada Mk 12.

Código Internacional de Chamada: PWMG

Tripulação: 1000 homens, mais 350 no Grupo Aéreo.

Obs: Características de 1998. 

 

H i s t ó r i c o

 

O Navio Aeródromo Ligeiro Minas Gerais - A 11, ex-HMS Vengeance - R 71, foi o terceiro navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao Estado das Minas Gerais. Foi construído pelo estaleiro Swan Hunter, em Wallsend-on-Tyne, Reino Unido. Foi adquirido junto a Royal Navy em 13 de dezembro de 1956, por custo estimado na época em £1.100.000. Foi incorporado em 6 de dezembro de 1960, em cerimônia realizada em Rotterdam. Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Mar-e-Guerra Hélio Leôncio Martins.

 

1957

 

Em julho, iniciou modernização avaliada na época em £ 5.000.000 no estaleiro Verolme United Shipyard, em Rotterdam (Holanda). É curioso notar que sua construção custou cerca de £ 15.000.000

 

1960

 

Em outubro, durante a provas aéreas, pousou a bordo ocorreu o primeiro pouso a bordo do Minas, o helicóptero Westland S-55 Whirlwind matricula N-7008, ainda sob custódia do fabricante mas pilotada por dois aviadores navais brasileiros.

 

Em 25 de novembro, completou essa extensa modernização que incluiu novo armamento, instalação de uma nova catapulta a vapor, novo aparelho de parada, convés de vôo em ângulo, defletor de jato, fabrica de oxigênio e hidrogênio, nova rede de gasolina e querosene de aviação, equipamento de orientação de pouso por espelhos óticos, nova ilha, novos radares e dois novos elevadores e revitalização completa das maquinas e geradores.

 

Em 10 de dezembro, pousaram a bordo três helicópteros Westland S-55 Whirlwind, procedentes de Yeovil (Inglaterra).

 

1961

 

Em 17 de janeiro, partiu do cais da Verolme em Rotterdam, com destino ao Rio de Janeiro.

 

Em 2 de fevereiro, chegou ao Rio de Janeiro, trazendo a bordo além dos três S-55, três aviões TBM-3 Avenger, cedidos pela U.S. Navy e pela Marinha Holandesa para adestramento de manobras no convôo.

 

Em 9 de março, atracou no porto de Santos (SP), o primeiro a ser visitado fora do Rio de Janeiro.

 

1963

 

Em novembro, foram recebidos 6 aviões North American T-28 Trojan, adquiridos para equipar o 1º Esquadrão de Aviões Anti-Submarinos.

 

Em 11 de dezembro, foram realizadas as primeiras operações de pouso e decolagem com aviões da MB pilotados por aviadores navais.

 

1965

 

Em 21 de maio, foi assinado um Decreto pelo Presidente da República entregando a operação de aviões a bordo do Minas a Força Aérea Brasileira, ficando com a Marinha apenas a operação dos helicópteros.

 

Em 22 de junho, ocorreu o primeiro pouso a bordo de uma aeronave Grumman S-2 Tracker (P-16A) da FAB.

 

1968

 

Suspendeu do Rio de Janeiro, para participar da Operação UNITAS desse ano, junto com os CT Mariz e Barroz - D 26 e Piauí - D 31, realizada em Puerto Rico, em conjunto com unidades navais norte-americanas, colombianas, venezuelanas, argentinas e uruguaias, retornando em seguida ao Rio de Janeiro.

 

1971

 

Capitaneou o Grupo-Tarefa brasileiro comandado pelo CA Carlos Auto de Andrade, que participou da Operação UNITAS XII. Além do NAeL integravam o GT os CT Pará - D 27, CT Paraíba - D 28, CT Paraná - D 29, CT Santa Catarina - D 32, CT Amazonas - D 12 e Araguaia - D 14 e os S Rio Grande do Sul - S 11 e S Bahia - S 12. Também participaram desse exercício pela Armada Argentina os CT ARA Almirante Brown - D 20, CT ARA Spora - D 21 e ARA Rosales - D 22, NT ARA Punta Medanos - B 18 e o RAM Diaguita, pela Armada Uruguaia os Contratorpedeiros de Escolta ROU Uruguai - DE 1 e ROU Artigas - DE 2, e pela Marinha dos EUA os Contratorpedeiros USS MacDonough - DDG 39, USS Bordelon - DD 881, F USS Edward McDonnell - FF 1043 e o Submarino USS Trumpetfish - SS 425. Nessa comissão foram visitados os portos de Salvador (BA), San Juan (Puerto Rico) e Willenstad (Antilhas Holandesas).

 

1976-79

 

Realizou no AMRJ um Período de Atualização e Modernização - PAM, que constou principalmente da reconstrução do miolo do navio; substituição de parte da propulsão e de todo o sistema de geração de energia; reforço estrutural do convés de vôo; substituição de todos os equipamentos eletrônicos, como o radar SPS-12 pelo SPS-40B; substituição de parte do sistema de comunicações, sensores e reparo da catapulta.

 

1979

 

Em 13 de dezembro, participou da Parada Naval em comemoração ao Dia do Marinheiro, que contou com a presença do Exmo. Sr. Presidente da Republica João Baptista de Oliveira Figueiredo, acompanhado pelo Ministro da Marinha Almirante-de-Esquadra Maximiano Eduardo da Silva Fonseca e demais autoridades embarcadas na F Liberal - F 43.

 

1980

 

Entre 7 e 28 de janeiro, participou da Comissão ASPIRANTEX/80, como capitânia da Força-Tarefa 10.1 comandada pelo Comandante em Chefe da Esquadra (ComenCh), Vice-Almirante Paulo de Bonoso Duarte Pinto. A FT era composta pela F Liberal - F 43, CT Mariz e Barros - D 26, Alagoas - D 36, Santa Catarina - D 32, Maranhão - D 33, Sergipe - D 35, Rio Grande do Norte - D 37, S Goiás - S 15 e Tonelero - S 21 e o NT Marajó - G 27. Foram visitados os portos de Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA) e Vitória (ES).

 

Em março, realizou comissão de adestramento, visitando o porto de Santos (SP).

 

Em abril, o 1º GAE - Grupo de Aviação Embarcada, então sob o comando do Tenente-Coronel (Av) Francisco Augusto Pinto de Moura voltou a operar a bordo.

 

Ainda em abril, realizou duas series de exercícios com unidades da ForAerNav ao largo do Rio de Janeiro.

 

Entre 7 e 17 de julho, o navio participou da comissão Pré-UNITAS II/80.

 

No dia 15 de setembro embarcaram três helicópteros IH-6 Jet Ranger do EsqdHI-1, para qualificação de pilotos desse e de outros Esquadrões da ForAerNav.

 

Em setembro e outubro, participou da 2ª Fase da Operação UNITAS XXI, realizada na área marítima entre o Rio de Janeiro e Recife (PE), integrando o GT brasileiro sob o comando do Contra-Almirante Walter Faria Maciel. O GT norte-americano, sob o comando do Contra-Almirante (USN) Peter K. Cullins, era composto pelo CT USS Arthur W. Radford - DD 968, USS King - DDG 41, Fragata USS Pharris FF 1094 e pelo Submarino Nuclear de Ataque USS Snook - SSN 592. OS navios escalaram em Salvador (BA).

 

Recebeu a visita de Parlamentares e realizou demonstração no mar junto com o CT Piauí - D 31.

 

1981

 

Entre os dias 19 de março e 1º de abril, participou da Operação FASEX II realizada na área marítima compreendida entre Salvador (BA) e Santos (SP), como capitânia de uma FT sob o comando do ComenCh, VA Paulo de Bonoso Duarte Pinto. A FT era composta também pelas F Defensora - F 41 e Constituição - F 42, pelos CT Mariz e Barros - D 26, Piauí - D 31, Santa Catarina - D 32, Sergipe - D 35 e Rio Grande do Norte - D 37, e pelos S Tonelero - S 21 e Riachuelo - S 22. Na ocasião foi realizado um desfile naval pelos navios da FT em homenagem ao ComenCh que foi promovido ao posto de Almirante de Esquadra durante essa comissão.

 

Entre 2 e 20 de agosto, participou da Operação UNITAS XXII, realizada na costa do norte e nordeste do Brasil, integrando o GT 138.2, sob o comando do VA Wilson Mourão dos Santos. O GT 138.2 era composto pelas F Niterói - F 40, Constituição - F 42 e Independência - F 44, pelos CT Sergipe - D 35, Alagoas - D 36 (capitânia), Rio Grande do Norte - D 37 e Espírito Santo - D 38, pelos S Goiás - S 15 e Riachuelo - S 22, NT Marajó - G 27, NO Belmonte - G 24, e pelos NV Araçatuba - M 18 e Albardão - M 20, além de helicópteros do HU-1 e HS-1. Essa UNITAS contou com a participação de unidades da Marinha da Venezuela, além da Norte-Americana. O GT norte-americano era composto pelos CT USS Stump - DD 978 (capitânia), USS Dahlgren - DDG 43, USS Barney - DDG 6, USS Steinaker - DD 862 e USS Vogelsand - DD 863, pelas F USS Koelsch - FF 1049 e USS Capodanno - FF 1093, NT USS Marias - T-AO 57, NDD USS Plymouth Rock - LSD 29, SNA USS Thomas Jefferson - SSN 618 e o Cutter USCGC Steadfast - WMEC 623. O GT venezuelano era composto pela F ARV Alte. Brion - F 22 e pelo S ARV Picuá - S 22.

 

Em 22 de setembro, foi realizada cerimônia a bordo, presidida pelo VA Arthur Ricart da Costa, e que contou com a presença do Major-Brigadeiro do Ar Paulo Roberto Coutinho Camarinha, Comandante do Comando Aerotático, onde foram agraciados com a Medalha da Ordem do Mérito Tamandaré e com Ordem do Mérito Marinheiro, concedida em caráter excepcional pelo Ministro da Marinha, o Tenente Coronel (Av) Francisco Augusto Pinto de Moura e os Suboficiais Altair José de Andrade, Claudino Mamede e Severino Paulino Ferreira, da FAB, por contarem mais de 3500 dias de mar e já terem ultrapassado a marca de 350 dias de mar, lotados no 1º GAE.

 

Em 23 de setembro, capitaneou um GT composto também pela F Liberal – F 43, que realizou exercício no litoral do Rio de Janeiro, assistido pelos estagiários da Escola Superior de Guerra (ESG).

 

Em novembro, participou da Operação DRAGÃO XVII, realizada em Itaóca (ES), integrando uma FT, sob o comando do ComenCh, VA Arthur Ricart da Costa, composta pelos CT Rio Grande do Norte – D 37, Maranhão – D 33 e Alagoas – D 36, os NDCC Duque de Caxias – G 26 e Garcia D’Ávila – G 28, os NTrT Ary Parreiras – G 16 e Barroso Pereira – G 21, NO Belmonte – G 24, o S Tonelero – S 21, o RbAM Almirante Guillobel – R 25 e as EDCG Guarapari – L 10 e Tambaú – L 11. Participaram também unidades da ForMinVar, ForAerNav e 5.000 fuzileiros navais.

 

Em novembro, participou da comissão INOPINEX 81, como capitania da Força-Tarefa 10, sob o comando do VA Arthur Ricart da Costa, visitando o porto de Santos (SP).

 

1982

 

Entre 5 e 15 de janeiro, participou da Operação ASPIRANTEX/82, como capitânia da Força-Tarefa 10 composta pelas F Niterói - F 40, Constituição - F 42 e Independência - F 44, pelos CT Alagoas - D 36, Rio Grande do Norte - D 37 e Maranhão - D 33, NT Marajó - G 27, e pelos S Tonelero - S 21 e Riachuelo - S 22. Foi visitado o porto de Santos (SP).

 

Em setembro, participou da Operação DRAGÃO XVIII, integrando uma FT, sob o comando do ComenCh, VA Arthur Ricart da Costa, composta pelos CTs Marcílio Dias, Santa Catarina e Mato Grosso, NO Belmonte, NDCCs Duque de Caxias e Garcia D'Avila; NTrTs Barroso Pereira, Ary Parreiras e Soares Dutra; S Ceará, RbAM Triunfo, NV Araçatuba e Abrolhos, e as EDCGs Guarapari, Tambaú e Camboriú, além de um contingente de 2.500 fuzileiros navais.

 

1983

 

Entre 20 de junho e 1º de julho, participou da Operação TEMPEREX II/83, realizada entre a Ilha de Alcatrazes e Salvador (BA), como capitania da FT-61 sob o comando do ComemCh VA Henrique Saboia. Também integravam a FT às F Defensora - F 41, Independência - F 44 e União - F 45, os CT Piauí - D 31, Alagoas - D 36, Rio Grande do Norte - D 37 e Espírito Santo - D 38. Participaram como navios escoteiros o RbAM Triunfo - R 23 do 1º DN e os NV Aratu - M 15, Abrolhos - M 19 e Anhatomirim - M 16 da ForMinVar.

 

Entre 8 e 19 de agosto, em GT com o CT Maranhão - D 33, realizou comissão de adestramento entre os litorais do Rio de Janeiro e São Paulo. Foi visitado o porto de Santos (SP).

 

Em setembro, participou da comissão TEMPEREX III/83, como capitânia de um GT composto também pelas Fragatas Independência - F 44 e União - F 45, pelos CT's Mariz e Barros - D 26 e Espírito Santo - D 38, tendo visitado o porto de Rio Grande (RS). Esses navios participaram das buscas ao veleiro "Piloto", que emitiu sinal de SOS na região onde operavam. Além desses navios foi acionado para realizar buscas a partir de Rio Grande, o RAM Almirante Guillobel – R 25.

 

Entre 12 e 16 de setembro, acompanhado de duas fragatas, quatro contratorpedeiros e um submarino, participou da Operação FATEX II com a Força Aérea Brasileira, realizada no trecho Rio de Janeiro - Rio Grande.

 

1984

 

Em janeiro, participou da Operação APIRANTEX 84/TROPICALEX I/84, realizada nas águas do nordeste, como capitânia da FT-10, na ocasião sob o comando do ComenCh, VA Luiz Leal Ferreira. Integravam a FT-10 as F Niterói – F 40, Constituição – F 42 e Independência – F 44; os CT Maranhão – D 33, Mariz e Barros – D 26, Marcílio Dias – D 25, Alagoas – D 36, Espírito Santo – D 38, Sergipe – D 35 e Santa Catarina –D 32; pelo NTrT Ary Parreiras – G 21; NT Marajó – G 27; NO Belmonte – G 24; e o S Ceará – S 14, além dos NV Atalaia – M 17 e Anhatomirim – M 16 como navios isolados.

 

Realizou PNR - Período Normal de Reparos. tendo entre outras modificações sido retirado o radar de aproximação AN/SPN-8B.

 

Em maio, participou da Operação TEMPEREX I/84, realizada no litoral sul, como capitânia de uma FT que incluia as F Defensora - F 41, Constituição - F 42 e União - F 45; os CT Marcilio Dias - D 25, Mariz e Barros - D 26, Santa Catarina - D 32, Maranhão - D 33, Sergipe - D 35 e Alagoas - D 36; os S Ceará - S 14 e Amazonas - S 16 e o NTrT Ary Parreiras - G 21.

 

Durante a Operação TEMPEREX II/84, atingiu as marcas de 1.099,5 dias de mar e 276.110 milhas navegadas.

 

Em setembro, realizou exercícios com o CT Piauí - D 31 no litoral do Rio de Janeiro.

 

le="margin: 0">Entre 16 e 30 de setembro, participou da Operação DRAGÃO XX realizada próximo a Porto Seguro (BA), como capitânia da Força Tarefa Anfíbia.

 

Em 4 de outubro, chegou a bordo de um helicóptero SH-3 o Presidente da Republica, João Baptista Figueiredo, acompanhado de comitiva para participar das comemorações dos 60 anos da Esquadra.

 

1985

 

Em janeiro, capitaneou o GT que realizou a Operação TROPICALEX I/85, na área marítima entre os litorais de São Paulo e Pernambuco, sob o comando do Vice-Almirante Bernard David Blower, ComenCh. O GT era composto pelas F Niterói - F 40, Defensora - F 41 e Liberal - F 43, pelos CT Marcilio Dias - D 25, Santa Catarina - D 32, Maranhão - D 33, Rio Grande do Norte - D 37 e Espírito Santo - D 38, pelo NTrT Barroso Pereira - G 16 e pelo NT Marajó - G 27. Participaram como navios escoteiros os S Ceará - S 14 e Amazonas - S 16 e o NO Belmonte - G 24. Foram visitados os portos de Recife (PE), Cabedelo (PB), Maceió (AL), Salvador (BA), Vitória (ES) e Santos (SP).

 

Em 27 de junho, recebeu a visita do Presidente da República José Sarney, que assistiu um desfile naval que contou com a participação da F Defensora - F 41, CT Rio Grande do Norte - D 37 e do S Humaitá - S 20, nas proximidades da Ilha Rasa, no Rio de Janeiro.

 

Em 3 de setembro, durante uma Operação CATRAPO uma aeronave P-16 do 1º GAE completou o pouso de numero 12.000 a bordo.

 

Em outubro, participou da Operação UNITAS XXVI, realizada entre Santos e Salvador, como capitânia da FT brasileira. A FT foi comandada na 1ª fase pelo CA Edson Ferraciu e na 2ª fase pelo CA Gothardo de Miranda e Silva, sendo composta pelas F Constituição - F 42 e Independência - F 44, pelos CT Marcilio Dias - D 25, Alagoas - D 36 e Rio Grande do Norte - D 37, pelo S Riachuelo - S 22, e o NT Marajó - G 27. A FT norte-americana, comandada pelo CA (USN) Richard C. Ulstick era composta pelos CT USS Stump - DD 978 (capitânia), USS Claude V. Ricketts - DDG 5, pela F USS Joseph Hewes - FF 1078, NDCC USS Saginaw - LST 1188, NT Milwaukee – AOR 2, pelo SNA USS Shark - SSN 591. O GT uruguaio comandado pelo CMG José Tomas, Comandante da Divisão de Escolta da Marinha Uruguaia, era composto pelo CTE ROU 18 de Julio - DE 3, além de aeronaves P-3C Orion do Esquadrão de Patrulha VP 23 “Seahawks” da USN.

 

Entre 1º e 17 de dezembro, capitaneando GT que realizou a Operação PINGÜIM, na área marítima entre o Rio de Janeiro e Rio Grande (RS). O GT era composto pelas F Defensora - F 41, Constituição - F 42, Liberal - F 43 e União - F 45, os CT Mato Grosso - D 34, Sergipe - D 35, Piauí - D 31, Rio Grande do Norte - D 37, Espírito Santo - D 38, Santa Catarina - D 32 e Alagoas - D 36, os S Amazonas - S 16, Tonelero - S 21 e Riachuelo - S 22, o NT Marajó - G 27, NSS Gastão Moutinho - K 10, e o NO Belmonte - G 24. Também participaram do exercício aeronaves da ForAerNav e da FAB.

 

Em 13 dezembro, esteve em Santos (SP) capitaneando um GT composto pelas F Liberal - F 43, e os CT Piauí - D 31, Sergipe - D 35 e Rio Grande do Norte - D 37, onde participou das comemorações do Dia do Marinheiro, presididas pelo ComemCh VA Hugo Stoffel.

 

1986

 

Em julho, participou da Operação TROPICALEX II/86 capitaneando um GT que incluía entre outros o CT Marcilio Dias - D 26 e a F Independência - F 44. Foram visitados os portos de Salvador (BA) e Recife (PE).

 

Em 22 de outubro, capitaneou um GT composto também da F Liberal – F 43 e do S Amazonas – S 16, que realizou exercício no litoral do Rio de Janeiro, assistido pelos estagiários da Escola Superior de Guerra (ESG).

 

Em novembro, participou da Operação UNITAS XXVII, como capitânia de uma Força-Tarefa constituída pelas F Niterói - F 40 e Constituição - F 42, os CT Sergipe - D 35, Espírito Santo - D 38 e Rio Grande do Norte - D 37, o NT Marajó - G 27 e o S Riachuelo - S 22. Participaram pela Marinha dos EUA, os CT USS Hayler - DD 997, USS Lawrence - DDG 4, F USS John L. Hall - FFG 32, NDCC USS Boulder - LST 1190 e o SNA USS Scamp - SSN 588.

 

1987

 

Em dezembro, participou da Operação DRAGÃO XXIII, capitaneando FT sob o comando do ComenCh VA Mário César Flores. Nesse mesmo ano a catapulta a vapor ficou inoperante, voltando a ser colocada em condições de operar somente em 1995.

 

1988

 

Em janeiro, participou da Operação ASPIRANTEX 88/TROPICALEX I/88 realizada na área marítima entre o Rio de Janeiro e Alagoas, integrando a Força-Tarefa 10, sob o comando do ComenCh, Vice-Almirante José do Cabo Teixeira de Carvalho. Além do NAeL, participaram da operação as F Niterói - F 40, Constituição - F 42 e Independência - F 44, os CT Marcilio Dias - D 25, Maranhão - D 33, Piauí - D 31, Sergipe - D 35 e Espírito Santo - D 38, o NDCC Duque de Caxias - G 26, o NTrT Custodio de Mello - G 20, o NT Marajó - G 27 e os S Humaitá - S 20, S Riachuelo - S 21 e S Goiás - S 15. Foram visitados os portos de Salvador (BA), Recife (PE).

 

1991

 

Iniciou processo de modernização.

 

1993

 

Em outubro, concluiu processo de modernização, que incluiu a instalação do Sistema de Controle de Dados Táticos Navais - SICONTA Mk 1, desenvolvido no Brasil, e com capacidade de enlace de dados com as unidades de escolta. Foram também instalados dois novos radares de navegação, um radar de vigilância combinada Plessey AWS-4, um radar de controle de pouso e aproximação SCANTER-MIL e foi feita revisão geral nas caldeiras.

 

Entre 26 e 29 de novembro, junto com o CT Mariz e Barros - D 26 participou da Operação ARAEX I. Pela Armada Argentina participou a Cv ARA Parker - F 44, além de unidades aéreas da Aviacion Naval Argentina (ANA).

 

1994

 

Em setembro, foram adquiridos na França três lançadores duplos SADRAL que usam mísseis Mistral de guiagem infravermelho, para substituir os 10 canhões Bofors L/60 de 40 mm que eram instalados em dois reparos quádruplos Mk 2 e um duplo Mk 1, e controlados pelo sistema de direção de tiro Mk 63 (GFCS) através de dois radares de direção de tiro SPG-34 instalados nos reparos quádruplos. O reparo duplo instalado bombordo ao lado da pista em angulo era controlado por uma diretora ótica Mk 51 mod.2.

 

Realizou a Operação HELITRAPO 94.

 

Entre 3 e 11 de novembro, capitaneou o Grupo-Tarefa brasileiro que participou da Operação FRATERNO XIV, realizada em águas argentinas. Além do NAeL integravam o GT o CT Pernambuco - D 30, F Defensora - F 41, a Cv Jeceguai - V 31 e o S Tupi - S 30. Participaram desse exercício pela Armada Argentina a F ARA Almirante Brown - D 10, e as Cv ARA Granville - F 33 e ARA Parker - F 44.

 

1995

 

Nesse ano a catapulta a vapor foi novamente colocada em condições de operar.

 

Entre 27 de novembro e 1º de dezembro, junto com o CT Mariz e Barros - D 26 participou da Operação ARAEX III. Pela Armada Argentina participou a Cv ARA Spiro - F 43, além de unidades aéreas da Aviacion Naval Argentina (ANA). Foi visitado o porto de Mar del Plata.

 

1996

 

Em 14 de agosto, foi realizado o último pouso a bordo de uma aeronave P-16 da FAB, atingindo em 31 anos de operação embarcada as marcas de 14.072 ganchos diurnos, 2.674 ganchos noturnos, 2.944 catapultagens, 1.382 dias de mar, 556 arremetidas e 93.892:45 horas de vôo.

 

Em 30 de dezembro, foi realizado o último vôo de um P-16 do GAE, operando a partir da Base Aérea de Santa Cruz (RJ). A partir de então o Minas passou a operar apenas com os helicópteros da Força Aeronaval.

 

Realizou viagem aos Estados Unidos, para buscar os seis helicópteros SH-3H (SH-3B), adquiridos da U.S.Navy, na Base Aeronaval de Pensacola (Florida). Em 10 de junho, desembarcou essas aeronaves no Rio de Janeiro.

 

Entre 8 e 15 de novembro, junto com o CT Mariz e Barros - D 26 participou da Operação ARAEX IV. Pela Armada Argentina participou a Cv ARA Spiro - F 43, além de unidades aéreas da Aviacion Naval Argentina (ANA).

 

Entre 17 e 22 de novembro, capitaneou o Grupo-Tarefa brasileiro que participou da Operação FRATERNO XVI, realizada em águas argentinas. Além do NAeL integravam o GT o CT Mariz e Barros - D 26, além da F Liberal - F 43 e do S Tamoio - S 31 que se juntaram ao GT depois da ARAEX. Participaram desse exercício pela Armada Argentina a F ARA Almirante Brown - D 10, e as Cv ARA Spiro - F 43 e ARA Guerrico - F 32 e ARA San Juan - S 42.

 

1998

 

Em 25 de junho, recebeu do Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo – COMCONTRAM, o Prêmio "Contato-CNTM/Esquadra", relativo ao ano de 1997.

 

2000

 

Em maio, foi submetido a vistoria de Segurança de Aviação, pelo Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha (SIPAAerM) para realização de operações aéreas e noturnas diurnas com helicópteros.

 

Entre 27 de junho e 6 de julho, realizou comissão na aérea marítima entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Durante essa comissão passou pelo Programa de Adestramento da Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento (PAD-CIASA), que foi acompanhado pelo Almirante Gérson Carvalho Ravanelli. Durante essa comissão, foi visitado pela última vez o porto de Santos, em escala feita entre os dia 30 de junho e 3 de julho. A cidade de Santos, foi a primeira fora do Rio a ser visitada pelo Minas Gerais em março de 1961.

 

Participou da Operação TROPICALEX I/00.

 

Recebeu do Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo – COMCONTRAM, o Prêmio "Contato-CNTM/Esquadra", relativo ao ano de 1999.

 

Em setembro, participou da Operação ARAEX V, ao largo de Bahia Blanca. O GT brasileiro era comandado pelo CA Antônio Fernandes Pereira e o Grupo Aéreo Argentino era comandado pelo Comandante da Força Aeronaval 2, CMG (ARA) Alejandro Lefebvre.

 

Em dezembro, participou da Operação DRAGÃO/LEÃO 2000, realizada na região de Itaóca (ES). Nessa comissão estiveram a bordo o Comandante da Marinha e o Ministro da Defesa.

 

2001

 

Em janeiro, foi submetido a vistoria de Segurança de Aviação, pelo Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha (SIPAAerM).

 

Entre 13 e 24 de janeiro, capitaneou o GT 801.4, realizando a comissão CATRAPO I/HELITRAPO I, na área marítima entre o Rio de Janeiro e Vitória (ES), ao largo de Cabo Frio (RJ). Entre os dias 17 e 19 foram realizados os primeiros pousos e decolagens de aeronaves AF-1 Skyhawk do 1º Esquadrão de Interceptação e Ataque (VFA-1), pilotadas por AvN brasileiros.  Essa  operação, entrou para a história da aviação naval brasileira, pois pela primeira vez aeronaves a jato pilotadas por aviadores navais brasileiros fizeram pousos enganchados e catapultagens no NAeL. Mesmo depois de realizada mais uma revisão na catapulta visando prepara-la para lançar os Skyhawk, e de conhecimento geral que o Minas apesar de estar em ótimas condições não reunia condições em termos de velocidade, para operar as "novas" aeronaves em todo seu potencial, deduzindo-se que essas operações foram realizadas em condições de ventos favoráveis, permitindo assim que os pousos e decolagens fossem feitos com a máxima segurança. Assim o velho e querido Minas cumpriu com galhardia sua ultima missão deixando o caminho do futuro de nossa Aviação Naval traçado para o nosso novo NAe, o São Paulo - A 12 adquirido junto a Marinha Francesa.

 

Em 16 de fevereiro, zarpou do Rio de Janeiro, dando inicio a Operação ARRIVEX, como capitânia do GT 802.1 integrado pelas F Greenhalgh - F 46 e a Cv Frontin - V 33. As 12:00h local, se incorporaram a esse GT as F Liberal - F 43 e Rademaker - F 49, e o CT Pernambuco - D 30 , acompanhados do NAe São Paulo - A 12, que chegava ao Brasil.

 

No dia 17 pela manhã, quando o GT 802.1 já se aproximava da Baia da Guanabara, começaram a embarcar ex-comandantes do NAeL e do GAE da FAB, além do Ministro da Defesa, Comandantes da Marinha, Exercito e Aeronáutica e demais autoridades.

 

Em 9 de outubro, em cerimônia realizada no período da manhã no AMRJ, o NAeL Minas Gerais - A 11, foi submetido a Mostra de Desarmamento, deixando assim serviço ativo na MB. O Minas atingiu as marcas de 1975,5 dias de mar, 487.503,7 milhas navegadas, 17.022 pousos enganchados e 3.115 catapultagens.

 

2002

 

Em abril, foi publicado o Edital de Licitação para alienação do casco do ex-Minas Gerais, pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (ENGEPRON).

 

Em julho, foi vendido por um valor de aproximadamente US$ 2 milhões, para um estaleiro chinês para ser desmanchado.

 

2003

 

Em dezembro, partiu do Rio de Janeiro pela última vez, rebocado pelo Rebocador de Alto-Mar "Kapitan Martyshikin", da firma Regulus Ship Services LLC, com destino a Alang (Índia), para ser desmanchado.

 

 

R e l a ç ã o    d e    C o m a n d a n t e s

 

Comandante Período
CMG Hélio Leôncio Martins 06/12/1960 a __/__/19__
CMG Arnaldo de Negreiros Jannuzzi __/__/19__ a __/__/19__
CMG Eddy Sampaio Espellet __/__/19__ a __/__/19__
CMG Euclides Quandt de Oliveira __/__/19__ a __/__/19__
CMG Telmo Becker Reifscheider __/__/1969 a __/__/1971
CMG Raphael de Azevedo Branco __/__/19__ a __/__/19__
CMG Francisco Aripena Leão Feitosa __/__/1972 a __/__/1973
CMG Geraldo Sylvio Cravo Guimarães __/__/19__ a __/__/19__
CMG Roberto Gomes Candido __/__/19__ a __/__/19__
CMG José Paulo Machado Chagas __/__/19__ a __/__/19__
CMG Wilson Jorge Montalvão __/__/19__ a __/__/19__
CMG Daniel Acylino Macedo de Lima __/__/19__ a __/__/19__
CMG Raul Pereira Bittencourt __/__/19__ a __/__/19__
CMG Carlos Edmundo de Lacerda Freire __/__/19__ a __/__/19__
CMG Álvaro Luiz Pinto __/__/19__ a __/__/19__
CMG Paulo Ronaldo Daldegan Moreira __/__/19__ a __/__/19__
CMG Walter Nery de Medeiros __/__/19__ a __/__/19__
CMG Cláudio José Correa Lamego __/__/19__ a __/__/19__
CMG Leonido de Carvalho Pinto __/__/19__ a __/__/19__
CMG Herialdo Martins Ferreira Filho __/__/19__ a __/__/1991
CMG Ricardo de Lima Vallim
bgcolor="#C0C0C0" align="center" height="1">__/__/1996 a __/01/1998
CMG Antônio Alberto Marinho Nigro __/01/1998 a __/01/2000
CMG Júlio César de Araújo Passos __/01/2000 a 09/10/2001

 

I m a g e n s

 

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H i s t ó r i c o  A n t e r i o r

 

 

B i b l i o g r a f i a

 

- Mendonça, Mário F. e Vasconcelos, Alberto. Repositório de Nomes dos Navios da Esquadra Brasileira. 3ª edição. Rio de Janeiro. SDGM. 1959. p.181-182.

 

- Baker III, A.D. Combat Fleets of the World 1998-1999. Annapolis, MD: Naval Institute Press, 1998.

 

- Revista Marítima Brasileira. Rio de Janeiro, SDGM, Vol. 120, n.º 10/12, out./dez. 2000.

 

- Revista Força Aérea. Rio  de Janeiro, Action Editora, n.º23, jun./jul./ago. 2001; n.º25, jan./fev./mar. 2002.

 

- Revista Segurança & Defesa, Rio de Janeiro, Contec Editora, N.º7/1985.

 

- Revista Flap Internacional, São Paulo, Grupo Editorial Spagat, Nº 104, junho de 1980.

 

- Revista Tecnologia & Defesa, São Paulo, n.º 6, agosto de 1983; n.º 11, fevereiro de 1984; n.º 13, 1984; n.º 21, 1985; n.º 36, 1988.

 

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