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1822 - NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS - Hoje |
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NDCC Mattoso Maia - G 28 Classe Newport
D a t a s
Batimento
de Quilha: 28 de setembro de 1968 Baixa (USN): 29 de julho de 1994 Incorporação (MB): 3 de novembro de 1994
C a r a c t e r í s t i c a s
Deslocamento:
4.975 ton (padrão), 8.576 (carregado). Energia Elétrica: 3 geradores diesel de 750 Kw. Combustível: 1.750 toneladas. Velocidade: máxima de 22 nós. Raio
de Ação: 14.250 milhas náuticas
à 14 nós. Capacidade de Carga e Equipamentos: pode transportar 2.000 toneladas de carga ou 500 toneladas em condições de abicagem, numa área 1.765 m2; 141.100 galões americanos de combustível para viaturas; até 23 CLANF's do tipo AAV7A1, ou 29 CC ou 41 caminhões de 2.5 toneladas, mais 29 caminhões de 2.5 toneladas no convés superior. É equipado com uma rampa de alumínio para abicagem com 34 m de comprimento com capacidade para 75 ton., porta de popa para embarque e desembarque de viaturas; duas mesas rotativas com capacidade de 75 ton. (na proa e na popa); dois paus de carga com 10 toneladas de capacidade cada um; 4 pontões de desembarque transportado nas laterais; 3 EDVP's e uma lancha para transporte de pessoal do tipo LCP. Aeronaves: convés de vôo com 242 m2, capaz de operar todos os helicópteros em serviço na MB. Código Internacional de Chamada: PWMM Tripulação: 275 homens, sendo 20 oficiais e 255 praças. Tropa Transportada: 351 homens, sendo 33 oficiais e 318 praças. Obs: Características da época da incorporação na MB.
H i s t ó r i c o
O Navio de Desembarque de Carros de Combate Mattoso Maia - G 28, ex-USS Cayuga - LST 1186, é o primeiro navio da Marinha do Brasil a ostentar esse nome em homenagem ao ex-Ministro da Marinha Almirante Jorge do Paço Mattoso Maia. Foi construído pelo estaleiro National Steel & Shipbuilding, Corp., em San Diego, Califórnia. Foi transferido por empréstimo de cinco anos, com opção de compra, em 26 de agosto de 1994. Chegou ao Rio de Janeiro em 3 de novembro de 1994, sendo incorporado no mesmo dia.
Desde chegou ao Brasil o Mattoso Maia participou de diversas operações anfíbias, realizou o transporte de tropas e material para Missão de Verificação da ONU em Angola, participou da Força-Tarefa que realizou a Operação Tamandaré para o translado dos restos mortais do Almirante Tamandaré para sua cidade natal, Rio Grande (RS).
1996
Em 4 de março, foi criado o Comando do 1º Esquadrão de Navios Anfíbios (ComEsqdNAnf-1) ao qual passou a ser subordinado.
Em julho realizou pela primeira vez operação com helicópteros Sea King SH-3B e tiro com o canhão Vulcan-Phalanx com munição nacional. Ainda nesse ano realizou comissões, com pernoite no mar, para adestramento das turmas do Quadro Auxiliar Feminino de Oficiais (QAFO-96) e do Corpo de Saúde da Marinha que estavam realizando estagio para o oficialato no Centro de Instrução Almirante Waldenkolk (CIAW), no Rio de Janeiro.
1998
Em 25 de junho, recebeu do Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo – COMCONTRAM, o Prêmio "Contato-CNTM/1º Esquadrão de Navios Anfíbios", relativo ao ano de 1997.
1999
Em fevereiro, participou da comissão POIT-I/99, junto com o NDD Ceará – G 30, transportando material para Ilha de Trindade.
2000
Em 30 de abril, participou da Parada Naval dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil. Participaram também dessa Parada, as F Rademaker - F 49, Bosisio - F 48, Defensora - F 41, Independência - F 44 e União - F 45, CT Paraná - D 29, Cv Jaceguai - V 31, S Tonelero - S 21, NOc Antares - H 40, NVe Cisne Branco - U 20 e o Navio Museu Laurindo Pitta. As unidades estrangeiras que participaram, foram NOc SAS Protea - A 324, da África do Sul; Cv ARA Spiro - P 43, da Argentina; F SMS Victoria - F 82, da Espanha; F USS Estocin - FFG 15, dos EUA; F Van Speijk - F 828, da Holanda; NE ORP Wodnik - 251, da Polônia; NE NRP Sagres - A 520, de Portugal; CT HMS Southampton - D 90 e NT RFA Grey Rover - A 269, do Reino Unido; NE ROU Capitan Miranda - 20, do Uruguai; e a F ARV Almirante José Garcia - F 26, e o NDCC ARV Esequibo - T 62, da Venezuela.
Participou da Operação TROPICALEX I/00.
Entre 20 e 25 de outubro, integrando a Força-Tarefa 102, participou da Operação FRATERNO XX, que se iniciou em Puerto Belgrano. Além do Mattoso Maia, participaram pela MB, as F Independência - F 44 e Rademaker - F 49, o S Tapajó - S 33 e o NT Alte. Gastão Motta - G 23. Pela Marinha Argentina participaram, os Contratorpedeiros ARA La Argentina - D 11 e ARA Sarandi - D 13, as Fragatas ARA Drummond - F 31 e ARA Espora - F 41 e o Submarino ARA Salta - S 31. Nessas Operações foram visitados os portos de Rio Grande (RS), Ushuaia, Puerto Belgrano e Mar del Plata (Argentina). O GT brasileiro na FRATERNO estava sob o comando do CMG Artur Francisco Hoffmann Tozzini, Comandante do 1º Esquadrão de Fragatas (ComEsqdF1).
2001
Em 31 de janeiro, o Comando do 1º Esquadrão de Navio Anfíbios, foi extinto e absorvido pelo Comando do 1º Esquadrão de Apoio (ComEsqdAp-1), pelo Decreto n.º 3682 de 06/12/2000.
Em fevereiro, a MB recebeu o certificado de transferência do NDCC Mattoso Maia, do Governo dos EUA, adquirido definitivamente em 24 de janeiro.
Em 10 de abril, realizou exercício de abicagem.
Entre 25 de abril e 5 de maio, participou da Operação INCORPOREX, chegando no porto de Santos (SP) em 26 de abril, com um destacamento de Fuzileiros Navais para preparar o esquema de segurança para cerimônia de transferência de subordinação do NAe São Paulo, da Diretoria Geral de Material da Marinha (DGMM) para o Comando de Operações Navais (ComOpNav), que foi presidida pelo Sr. Presidente da Republica Fernando Henrique Cardoso, e que contou com a presença do Ministro da Defesa Geraldo Magela da Cruz Quintão, do Comandante da Marinha Almirante-de-Esquadra Sérgio Gitirana Florêncio Chagasteles e demais autoridades civis e militares.
Em agosto, foi submetido a vistoria de Segurança de Aviação, pelo Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha (SIPAAerM).
Entre 1º e 12 de dezembro, participou da Operação XXXVI, realizada na região de Itaóca (ES), integrando a Força-Tarefa Anfíbia comandada pelo Comando da 1º Divisão da Esquadra (ComDivE-1), que incluía também o NDD Rio de Janeiro, NTrT Custódio de Mello, NTrT Ary Parreiras e o RbAM Tridente. Também participaram do exercício quatro helicópteros da Força Aeronaval (ForAerNav) e quatro aeronaves AT-27 Tucano da Força Aérea Brasileira (FAB). Uma Unidade Anfíbia de fuzileiros navais, formou a Força de Desembarque sob o comando do Comando da Divisão Anfíbia (ComDivAnf).
2002
Em 23 de julho, foi retirado da lista dos meios pertencentes a U. S. Navy.
2003
Nos
dias 1º e 6 de maio, um mês após a sua ativação,
a Companhia de Apoio ao Desembarque (CiaApDbq) apoiou a abicagem do
NDCC Mattoso Maia e o posterior desembarque
Entre 19 e 31 de maio, participou da Operação TROPICALEX 03, integrando a FT-705, sob o comando do ComenCh, VA Miguel Ângelo Davena, realizada entre o Rio de Janeiro e Salvador. A FT era composta também pelo NAe São Paulo - A 12 (capitânia), pelas F Dodsworth - F 47, Bosísio - F 48, Rademaker - F 49, União - F 45 e Defensora - F 41, pelos CT Pará - D 27 e Pernambuco – D 30, pelo S Tupi - S 30, e pelos NT Marajó - G 27 e Almirante Gastão Motta – G 29. Participaram como unidades isoladas os NPa Graúna - P 42 e Goiana - P 43 do 3º DN, os S Tupi - S 30, Timbira - S 32 e Tapajó - S 33, além de aeronaves dos EsqdHA-1, EsqdHI-1, EsqdHS-1, EsqdHU-1, EsqdHU-2 e EsqdVF-1. Foi visitado o porto de Salvador (BA).
Entre 29 de novembro e 7 de dezembro, participou da Operação UANFEX-03 integrando a FT anfíbia junto com o NDD Ceará - G 30 (capitânia), NTrT Ary Parreiras - G 21 e o RbAM Almirante Guillobel - R 25. A UANFEX-03, realizada em Itapemirim (ES), constou na retirada do grupo de assalto permanecido em território inimigo durante a Operação INCURSEX-03. A Força-Tarfa Anfíbia foi comandada pelo Comandante da 2ª Divisão da Esquadra e a Força de Desembarque pelo Comandante da Tropa de Desembarque. Os exercícios foram acompanhados pelo ComemCh e pelo CEMA. Além dos navios participaram três He Super Puma e um Esquilo, um destacamento de MEC e do Componente de Combate Terrestre nucleado no BInfFN Payssandú, que contou com o apoio de artilharia, carros lagarta anfíbios, carros de combate, mísseis antiaéreos, engenharia, comunicações, assim como de elementos de apoio logístico, resultando na presença de, aproximadamente, 700 fuzileiros navais na área. Durante essa operação o Mattoso, realizou sua primeira retração noturna desde sua incorporação a MB.
2004
Em 28 de maio, partiu as 12:00 hs do Rio de Janeiro, integrando o GT-705.2 composto pelo NDD Ceará - G 30 (capitânia), F Rademaker - F 49 e o NT Almirante Gastão Motta - G 23 com destino a Port-au-Prince, como parte da Missão das Nações Unidas de Estabilização do Haiti – MINUSTAH. O GT devera voltar para o Brasil no dia 14 de julho, ficando o NDCC Mattoso Maia, por mais 30 dias na região prestando apoio logístico a Força de Paz.
Em 18 de novembro, partiu da BNRJ com destino a Port-au-Prince transportando mais 160 toneladas de suprimento e 250 fuzileiros navais e 30 homens da 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) do Exercito para substituir parte do primeiro contingente enviado para para participar da MINUSTAH em maio.
Em 5 de dezembro, depois de uma travessia de 18 dias, chegou a Port-au-Prince.
2005
Em 3 de janeiro, retornou ao Rio de Janeiro trazendo de volta parte parte do primeiro contingente.
R e l a ç ã o d e C o m a n d a n t e s
I m a g e n s
H i s t ó r i c o A n t e r i o r
B i b l i o g r a f i a
- Baker III, A.D. Combat Fleets of the World 1998-1999. Annapolis, MD: Naval Institute Press, 1998.
- Friedman, Norman. U.S. Amphibious Ships and Crafts: An Illustrated Design History. Annapolis, MD. United States Naval Institute, 2002.
- NOMAR - Notícias da Marinha, Rio de Janeiro, SRPM, n.º 677, ago. 1998; n.º 692, dez. 1999; n.º 704, dez. 2000; n.º 707, mar. 2001; n.º 718, fev. 2002.
- NOTAMF - Assesoria de Relações Publicas do CGCFN, abr./mai.jun. 2003.
- DefesaNet - www.defesanet.com.br |
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