NGB - Contratorpedeiro Marcilio Dias - D 25 (1973-1994)

1822             -                NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS            -               Hoje

 

CT Marcílio Dias - D 25

Classe Gearing - FRAM I (1)

 

 

 

D a t a s

 

Batimento de Quilha: 29 de maio de 1944
Lançamento: 8 de novembro de 1944
Incorporação (USN): 12 de março de 1945
Baixa (USN): 3 de dezembro de 1973?
Incorporação (MB): 3 de dezembro de 1973

Baixa (MB): 19 de setembro de 1994

 

C a r a c t e r í s t i c a s

 

Deslocamento: 2.425 ton (padrão), 3.498 ton (carregado).
Dimensões: 119 m de comprimento, 12.46 m de boca e 5.63 m de calado.
Propulsão: 4 caldeiras Babcock & Wilcox de 39.8 kg/cm2 a 454º C; 2 turbinas a vapor G.E., gerando 60.000 shp, acoplados a dois eixos e dois hélices.

Eletricidade: ?

Velocidade: máxima de 34,5 nós.

Raio de ação: 5.800 milhas náuticas.
Armamento: 4 canhões de 5 pol. (127 mm) em duas torres Mk-38 duplas; 2 lançadores triplos Mk 32 de torpedos A/S de 324mm e 1 lançador óctuplo Mk 116 mod.3 de foguetes A/S ASROC.

Sensores: 1 radar de vigilância aérea tipo SPS-40 B; 1 radar de vigilância de superfície SPS-10 C; 1 radar de direção de tiro Mk-25 mod.3, acoplado ao sistema de direção de tiro Mk-37; MAGE WLR 1C e WLR 3A; CME ULQ 6B; sonar de casco SQS-23 D.

Aeronaves: 1 helicóptero Westland UH-2 Wasp.

Código Internacional de Chamada: PWMD

Tripulação: 301 homens, sendo 18 oficiais e 283 praças.

Obs: Características da época da incorporação na MB.

 

H i s t ó r i c o

 

O Contratorpedeiro Marcílio Dias - D 25, ex-USS Henry W.Tucker - DD 875, foi o quarto navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil em homenagem ao Imperial Marinheiro Marcílio Dias, herói das Batalhas de Payssandú e Riachuelo. O Marcílio Dias foi construído pelo estaleiro Consolidated Steel Corp. Ltd., em Orange, Texas. Foi transferido e incorporado em San Diego, Califórnia, em 3 de dezembro de 1973.

 

1977

 

Em outubro, participou da Operação UNITAS XVIII, junto com os CT Mariz e Barros – D 26, Maranhão – D 33, Rio Grande do Norte – D 37 e Espírito Santo – D 38; e os S Amazonas – S 16 e Riachuelo – S 22. Também participaram pela U.S. Navy, três Contratorpedeiros e o SNA USS Shark, pela Armada Argentina, três Contratorpedeiros e pela Uruguaia, dois Contratorpedeiros. Prestaram apoio aéreo a operação além de He da ForAerNav, aeronaves F-5E Tiger II e P-16 Tracker da FAB.

 

1980

 

Em setembro e outubro, participou da 2ª Fase da Operação UNITAS XXI, realizada na área marítima entre o Rio de Janeiro e Recife (PE), integrando o Grupo-Tarefa brasileiro sob o comando do Contra-Almirante Walter Faria Maciel. O GT norte-americano, sob o comando do Contra-Almirante (USN) Peter K. Cullins, era composto pelo CT USS Arthur W. Radford - DD 968, USS King - DDG 41, Fragata USS Pharris FF 1094 e pelo Submarino Nuclear de Ataque USS Snook - SSN 592.

 

1981

 

Em novembro, durante comissão ao largo de Cabo Frio, foi realizado o 200º pouso a bordo. O fato foi comemorado com justo orgulho pela tripulação que ofereceu uma placa comemorativa ao piloto da aeronave Wasp N-7017.

 

1982

 

Em setembro, participou da Operação DRAGÃO XVIII, integrando uma FT, sob o comando do Comandante em Chefe da Esquadra (ComenCh), Vice-Almirante Arthur Ricart da Costa, composta pelo NAeL Minas Gerais, CTs Santa Catarina e Mato Grosso, NO Belmonte, NDCCs Duque de Caxias e Garcia D'Avila; NTrTs Barroso Pereira, Ary Parreiras e Soares Dutra; S Ceará, RbAM Triunfo, NV Araçatuba e Abrolhos, e as EDCGs Guarapari, Tambaú e Camboriú, além de um contingente de 2.500 fuzileiros navais.

 

1983

 

Em outubro, participou da Operação FRATERNO V realizada em conjunto com navios da Armada Argentina no trecho Santos-Rio. Além do Marcílio Dias, integravam o GT brasileiro as F Niterói - F 40 as F Independência - F 44, o Sergipe - D 35, o NT Marajó - G 27 e o S Ceará - S 14. O GT argentino era composto pelo CT ARA Santissima Trinidad - D 2, as Cv ARA Drummond - P 1, ARA Guerrico - P 2 e ARA Granville - P 3 e o S ARA Salta - S 31. Foi visitado o porto de Santos (SP).

 

1984

 

Em janeiro, participou da Operação ASPIRANTEX 84/TROPICALEX I/84, realizada nas águas do nordeste, integrando a FT-10, na ocasião sob o comando do ComenCh, VA Luiz Leal Ferreira. A FT-10 era composta pelo NAeL Minas Gerais – A 11 (capitânia); as F Niterói – F 40, Constituição – F 42 e Independência – F 44; os CT Maranhão – D 33, Mariz e Barros – D 26, Alagoas – D 36, Espírito Santo – D 38, Sergipe – D 35 e Santa Catarina – D 32; pelo NTrT Ary Parreiras – G 21; NT Marajó – G 27; NO Belmonte – G 24 e o S Ceará – S 14, além dos NV Atalaia – M 17 e Anhatomirim – M 16 como navios isolados.

 

Em maio, participou da Operação TEMPEREX I/84, realizada no litoral sul, integrando um FT composta pelo NAeL Minas Gerais - A 11 (capitânia), pelas F Defensora - F 41, Constituição - F 42 e União - F 45; CT Mariz e Barros - D 26, Santa Catarina - D 32, Maranhão - D 33, Sergipe - D 35 e Alagoas - D 36; S Ceará - S 14 e Amazonas - S 16 e o NTrT Ary Parreiras - G 21.

 

1985

 

Em janeiro, integrou o GT que realizou a Operação TROPICALEX I/85, na área marítima entre os litorais de São Paulo e Pernambuco, sob o comando do Vice-Almirante Bernard David Blower, ComenCh. O GT era composto pelo NAeL Minas Gerais - A 11 (capitânia), pelas F Niterói - F 40, Defensora - F 41 e Liberal - F 43, pelos CT Santa Catarina - D 32, Maranhão - D 33, Rio Grande do Norte - D 37 e Espírito Santo - D 38, pelo NTrT Barroso Pereira - G 16 e pelo NT Marajó - G 27. Participaram como navios escoteiros os S Ceará - S 14 e Amazonas - S 16 e o NO Belmonte - G 24. Foram visitados os portos de Recife (PE), Cabedelo (PB), Maceió (AL), Salvador (BA), Vitória (ES) e Santos (SP).

 

Em março, realizou comissão de adestramento junto com os CT Mariz e Barros - D 26, Mato Grosso - D 34 e Santa Catarina - D 32, e o S Ceará - S 14. Foi visitado o porto de Santos (SP).

Em abril e maio, participou da Operação TEMPEREX I/85, que foi realizada na área marítima entre Rio de Janeiro e São Paulo, integrando uma FT composta pelas F Independência - F 44, Defensora - F 41 e Niterói - F 40, pelos CT Mariz e Barros - D 26, Rio Grande do Norte - D 37 e Alagoas - D 36, pelo NT Marajó - G 27 e pelo NO Belmonte - G 24. Foi visitado o porto de Santos (SP).

 

Em outubro, participou da Operação UNITAS XXVI, realizada entre Santos e Salvador. A FT brasileira foi comandada na 1ª fase pelo CA Edson Ferraciu e na 2ª fase pelo CA Gothardo de Miranda e Silva, sendo composta pelo NAeL Minas Gerais - A 11 (capitânia), pelas F Constituição - F 42 e Independência - F 44, pelos CT Alagoas - D 36 e Rio Grande do Norte - D 37, pelo S Riachuelo - S 22, e o NT Marajó - G 27. A FT norte-americana, comandada pelo CA (USN) Richard C. Ulstick era composta pelos CT USS Stump - DD 978 (capitânia), USS Claude V. Ricketts - DDG 5, pela F USS Joseph Hewes - FF 1078, NDCC USS Saginaw - LST 1188, NT USS Milwaukee – AOR 2, pelo SNA USS Shark - SSN 591. O GT uruguaio comandado pelo CMG José Tomas, Comandante da Divisão de Escolta da Marinha Uruguaia, era composto pelo CTE ROU 18 de Julio - DE 3, além de aeronaves P-3C Orion do Esquadrão de Patrulha VP 23 “Seahawks” da USN.

 

1986

 

Em julho, participou da Operação TROPICALEX II/86 integrando um GT que incluía entre outros o NAeL Minas Gerais - A 11 (capitania) e a F Independência - F 44. Foram visitados os portos de Salvador (BA) e Recife (PE).

 

Entre 9 e 20 de setembro, participou da Operação FRATERNO VIII realizada em conjunto com navios da Armada Argentina. Além do Marcilio Dias, integravam o GT brasileiro as F Niterói - F 40 e Independência - F 44, o CT Santa Catarina - D 32 e o S Amazonas - S 16. O GT argentino era composto pela F ARA Almirante Brown - D 10, ARA La Argentina - D 11 e ARA Heroina - D 12, a Cv ARA Espora - F 41 e o S ARA Salta - S 31. Foram visitados os portos de Puerto Belgrano e Buenos Aires (Argentina).

 

Em outubro, participou da operação UNITAS 1986, quando inclusive foi homenageado pelo seu excelente desempenho nos exercícios anti-submarinos com uma placa oferecida pelo Comandante do Submarino Nuclear de Ataque USS Shark - SSN 591 ao então Comandante do Marcilio Dias, Capitão-de-Fragata Francisco José de Oliveira Lima, onde se lê: "To Shark Killer".

 

Em 10 de novembro, recebeu a visita do Chefe de Operações Navais da Marinha dos EUA, Almirante-de-Esquadra (USN) Carlisle A. H. Trost.

 

1987

 

Em janeiro, iniciou PNR - Período Normal de Reparos, tendo entre outros sofrido reparos no domo do sonar.

 

Em dezembro, participou da Operação DRAGÃO XXIII, integrando FT sob o comando do ComenCh VA Mário César Flores.

 

1988

 

Em janeiro, participou da Operação ASPIRANTEX 88/TROPICALEX I/88 realizada na área marítima entre o Rio de Janeiro e Alagoas, integrando a Força-Tarefa 10, sob o comando do ComenCh, Vice-Almirante José do Cabo Teixeira de Carvalho. Participaram da operação o NAeL Minas Gerais - A 11, as F Niterói - F 40, Constituição - F 42 e Independência - F 44, os CT Maranhão - D 33, Piauí - D 31, Sergipe - D 35 e Espírito Santo - D 38, o NDCC Duque de Caxias - G 26, o NTrT Custodio de Mello - G 20, o NT Marajó - G 27 e os S Humaitá - S 20, S Riachuelo - S 21 e S Goiás - S 15. Foram visitados os portos de Salvador (BA), Recife (PE).

 

1989

 

Entre agosto e setembro, participou da Operação UNITAS XXX integrando o GT brasileiro composto também pela F Independência - F 44, Liberal - F 43, CT Mariz e Barros - D 26 e Espírito Santo - D 38, o NT Marajó - G 27 e os S Goiás - S 15 e Amazonas - S 16. Também participaram desse exercício pela Armada Argentina a Cv ARA Guerrico - P 2, pela Armada Uruguaia os CTE ROU 18 de Julio - DE 3 e ROU Artigas - DE 2, e pela Marinha dos EUA os CT USS Briscoe - DD 977 e USS Richard E. Byrd - DDG 23, a F USS Jesse L. Brown - FF 1089, o NDCC USS Manitowoc - LST 1180 e o SNA USS Tinosa - SS 606.

 

1994

 

Em 19 de setembro, deu baixa do serviço ativo, sendo transferido para o CASNAV - Centro de Analises de Sistemas Navais, para ser utilizado como alvo em exercícios de tiro. Foi afundado pelo S Tamoio - 31, em exercício de disparo de torpedos Mk 24 Tigerfish.

 

R e l a ç ã o    d e    C o m a n d a n t e s

 

Comandante Período
CC Luis Humberto de Mendonça (interino) __/__/19__ a __/__/19__
CF Francisco José de Oliveira Lima __/__/198_ a __/__/198_
CF Miguel Ângelo Davena __/__/19__ a __/__/19__
CF Carlos Afonso Pierantoni Gâmboa __/__/19__ a __/__/19__

 

I m a g e n s

 

Marcilio-Dias-D25-2-f01.jpg (70052 bytes) Marcilio-Dias-D25-2-f02.jpg (40908 bytes) M026-f03.jpg (26484 bytes) M026-f04.jpg (49784 bytes) M026-f05.JPG (66270 bytes) M026-f06.JPG (24911 bytes)

 

H i s t ó r i c o  A n t e r i o r

 

 

B i b l i o g r a f i a

 

- Moore, John. Jane's Fightining Ships 1980-1981. London: Jane's Publishing Company Limited, 1980.

 

- Mendonça, Mário F. e Vasconcelos, Alberto. Repositório de Nomes dos Navios da Esquadra Brasileira. 3ª edição. Rio de Janeiro. SDGM. 1959. p.173-174.

 

- Mendonça, José R. A Marinha Brasileira de 1940-2000. Rio de Janeiro. José Ribeiro de Mendonça, 2001.

 

- Friedman, Norman. U.S. Destroyers: An Illustrated Design History. Annapolis, MD. United States Naval Institute, 1980.

 

- NavSource Naval History - www.navsource.org

 

- USS Henry W. Tucker - DD 875 - www.geocities.com/Pentagon/401

 

- Revista Segurança & Defesa, Rio de Janeiro, Contec Editora, N.º7/1985.

 

- NOMAR - Notícias da Marinha, Rio de Janeiro, SRPM, n.º 411, set. 1977; n.º 462, nov. 1981; n.º 500, fev. 1985; n.º 502, abr./mai./jun. 1985; n.º 503, jul. 1985; n.º 507, nov. 1985; n.º 519, nov. 1986; n.º 520, dez. 1986; n.º 534, fev. 1988; n.º 535, mar. 1988.

 

- Revista Tecnologia & Defesa, São Paulo, n.º 11, fevereiro de 1984; n.º 13, 1984; n.º 21, 1985; n.º 36, 1988.


(1) Os Gearings eram também conhecidos no Brasil como Tipo 800.