NGB - Corveta Imperial Marinheiro - V 15

1822             -                NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS            -               Hoje

 

Cv Imperial Marinheiro - V 15

Classe Imperial Marinheiro

 

 

D a t a s

 

Batimento de Quilha: 26 de outubro de 1953
Lançamento: 19 de novembro de 1954
Incorporação: 18(1) de junho de 1955

 

 

C a r a c t e r í s t i c a s

 

Deslocamento: 911 ton (padrão), 1.025 ton (carregado).
Dimensões: 55.72 m de comprimento, 9.55 m de boca e 3.6 m de calado.
Propulsão: 2 motores diesel Sulzer 6TD36 de 6 cilindros e 1.080 bhp cada, acoplados diretamente a 2 eixos com hélices de passo fixo.

Tração Estática: 18 toneladas; e cabo de reboque de 500 metros e esta aparelhada para efetuar o lançamento do sistema "Beach Gear".

Eletricidade: 2 geradores diesel de 160 kW e 1 gerador diesel de reserva de 75 kW.  alternadores.

Combustível: 135 tons.

Velocidade: máxima de 16 nós; máxima constante 14 nós.

Raio de Ação: 15.000 milhas náuticas.
Armamento: 1 canhão de 3 pol. (76,2 mm/50) Mk 26, 4 metralhadoras Oerlikon Mk 10 de 20 mm/70 em reparos singelos.
Sensores: 1 radar de superfície e navegação.

Equipamentos: Maquina de reboque instalada no convés principal; equipamento de Combate a Incêndios e Controle de Avarias fixo e móvel.

Código Internacional de Chamada: PWAD
Tripulação: 64 homens, sendo 6 oficiais e 58 praças.

 

 

H i s t ó r i c o

 

A Corveta Imperial Marinheiro - V 15, terceiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem aos marinheiros-nacionais. As Corvetas classe Imperial Marinheiro foram idealizadas e mandadas construir pelo Almirante Renato de Almeida Guillobel, em sua gestão a frente do Ministério da Marinha. Foi construída pelo estaleiro C.C. Sheepsbower & Gashonder Bedriff Jonker & Stans, em Rotterdam, Holanda. Teve sua quilha batida em 26 de outubro de 1953, lançada ao mar em 19 de novembro de 1954 e incorporada em 18 de junho de 1955, em Rotterdam pelo Aviso n.º 1153 de 12/05/1955 (Bol. 21/55/1960 MM). Naquela ocasião, assumiu o comando, o Capitão-de-Corveta Maurílio Augusto da Silva.

 

As Corvetas classe Imperial Marinheiro, foram originalmente concebidas, como navio guarda-costas, rebocador, mineiro e varredor. Já nos anos noventa, as unidades remanescentes mantinham apenas as características de unidade de patrulha (guarda-costas) e salvamento (rebocador). Seus trilhos para lançamentos de minas e paravanas de varredura não existem mais a bordo. Atualmente a maior restrição das Corvetas nas missões de patrulha é a sua baixa velocidade em relação às velocidades atuais dos navios mercantes. A Corveta tem uma velocidade máxima mantida de apenas 12 nós.

 

1955

 

Em 30 de julho, partiu de Rotterdam em acompanhada pela Cv Imperial Marinheiro, com destino ao Brasil. Em 13 de agosto, aportaram em Recife (PE) e em 1º de setembro, chegaram ao Rio de Janeiro.

 

Em 16 de setembro, nos termos do Memorando Reservado Urgente do EMA n.º 0005 de 16/09/1955, e ainda nesse ano foi colocada a disposição do Comando da Flotilha de Submarinos para servir como navio de apoio aos submarinos em seus diversos exercícios, cabendo a Base Almirante Castro e Silva (BACS), realizar as modificações necessárias para essa nova função, desde que não fossem de caráter permanente. Dentre os equipamentos que recebeu constavam um sonar e um UQC (telefone subaquático).

 

1956

 

Em agosto, foi cedida temporariamente a DHN, para o transporte à Ilha da Trindade do chefe do Departamento de Geofísica, para as primeiras providencias relativas à ocupação da ilha a fim de tomar parte nas observações do Ano Geofísico Internacional de 1957-1958.

 

1969

 

Em abril, depois de quase 14 anos de bons serviços prestados a ForS, a Imperial Marinheiro passou à subordinação do Comando do Grupamento Naval do Sul (ComGrupNS), então parte do 1º Distrito Naval, segundo a Aviso n.º 0296 de 20/03/1969 MM/EMA e Circular 1069/69 do EMA, tendo os equipamentos extras (como o sonar) desembarcados.

 

Em setembro, quando era o navio de socorro na área do 3º Distrito Naval, prestou socorro ao NB Faroleiro Santana - H 28, que havia sido jogado contra os recifes de Pajuçara, quando demandava o porto de Maceió.

 

1981

 

Entre 26 e 30 de abril, participou da Operação ARRASTÃO X, junto com o CT Santa Catarina - D 32, o S Riachuelo - S 22, o AvIns Aspirante Nascimento - U 10 e os RbAM Tridente - R 22 e Almirante Guillobel - R 25, realizada na região de Macaé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro.

 

Entre 31 de março e 7 de abril, integrando um GT do GrupNS composto pelos RbAM Almirante Guillobel - R 25 e Tridente - R 22, realizou exercícios entre o Rio de Janeiro e Santos. Foram executados tiro na Raia de Alcatrazes; manobras táticas; passagem de carga leve; fundeio de precisão; dois dos quais a noite nas enseadas de Palmas e de Pouso; reboque a contrabordo; reboque em linha e levantamento hidrográfico expedito.

 

Nos dias 15 e 16 de setembro, resgatou os canhões que defendiam a antiga Fortaleza de São Francisco Xavier, que se encontravam aos pés dos muros da Escola Naval. Após rebocar as peças para uma área de maior profundidade, foi procedido o içamento por câbrea.

 

Foi o "Navio de Socorro do Ano" distrital do 5º Distrito Naval.

 

1984

 

Em 11 de junho, passou a subordinação do Comando do Grupamento Naval do Sul (ComGrupNS) e do 5º Distrito Naval, tendo como área de atuação o litoral dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, operando a partir de Rio Grande (RS).

 

1985

 

Em janeiro, integrando o GT 10.2 com a Cv Bahiana - V 21, realizou patrulha marítima na área do 5º DN, visitando os portos de Montevideo (Uruguai) e Buenos Aires (Argentina).

 

1986

 

Em agosto, desencalhou o N/M Criciúma no litoral de Santa Catarina.

 

Foi-lhe outorgado o titulo de "Navio de Socorro Distrital" do 5º Distrito Naval, relativo ao ano de 1985.

 

1987

 

Foi-lhe outorgado o titulo de "Navio de Socorro Distrital" do 5º Distrito Naval, relativo ao ano de 1986.

 

1994

 

Entre abril e junho, participou da faina de socorro do Navio Mercante "Kamari", de bandeira cipriota, na região do 5º Distrito Naval, Rio Grande, junto com o RbAM Almirante Guillobel - R 25.

 

1998

 

Em 25 de junho, recebeu do Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo – COMCONTRAM, o Prêmio "Contato-CNTM/5º Distrito Naval", relativo ao ano de 1997.

 

2001

 

Realizou Operação ADESTREX-ANV, com aeronaves UH-12 Esquilo do EsqHU-5, para adestrar as equipes de bordo em operações aéreas.

 

Visitou o porto de Porto Alegre (RS).

 

2002

 

Entre 20 e 31 de janeiro, participou da Operação ADESTREX 01, realizada no litoral de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, integrando o GT 516.1, sob o comando do ComGrupNSul, Capitão-de-Fragata Helder Velloso Costa, junto com o RAM Tritão e o NPa Babitonga. Foi visitado o porto de Itajaí (SC).

 

No inicio de abril, realizou ao largo de Navegantes (SC), a Operação CONVÉS VII, um exercício de resgate aéreo de tripulantes e passageiros de embarcações em conjunto com helicópteros UH-1H do 5º/8º GAv (Santa Maria - RS) da FAB.

 

Já realizou mais de dez viagens de apoio ao Posto Oceanográfico da Ilha de Trindade (POIT), tendo ultrapassado a marca das 100.000 minhas navegadas.

 

2004

 

Nos dias 13 e 14 de janeiro, realizou busca e reboque da embarcação "Lagomar II", que estava sem motor a 1 km da costa proximo ao Farol de Mostardas (RS), realizando o reboque da mesma para Rio Grande.

 

Entre 28 de março e 2 de abril, participou junto com o NPa Benevente - P 61 e diversos B/P das buscas aos B/P "Valio II" e "Aquarela I" desaparecidos durante o Ciclone Extra-Tropical (um Furacão, segundo o NOAA) "Catarina", que atingiu o litoral sul de Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul. No dia 30 de março, resgatou dois sobreviventes.

 

No dia 2 de abril, prestou socorro ao B/P "Micácio da Costa" a 12 km da costa entre os fárois de Mostarda e Solidão, que teve um tripulante ferido em acidente, transportando-o para Rio Grande (RS), onde chegou no dia 3 pela manhã.

 

2005

 

Entre 10 e 20 de outubro, participou da Operação Conjunta PAMPA 2005, integrando a Força-Tarfa Combina Rio Grande junto com os NPa Benevente – P 61 e Babitonga – P 63, o RbAM Tritão – R 21. Também participaram dessa operação elementos do CFN, da ForAerNav, do Exercito e da Força Aérea.

 

 

R e l a ç ã o    d e    C o m a n d a n t e s

 

Comandante Período
CC Maurílio Augusto da Silva 18/06/1955 a __/__/19__
CC Geraldo Batista Moraes __/__/1969 a __/__/1970
CC Carlos Eduardo Cézar de Andrade __/__/19__ a __/__/19__
CC Quaresma __/__/____ a __/__/____
CC Aldo Amorim __/__/20__ a __/__/20__

 

I m a g e n s

 

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B i b l i o g r a f i a

 

- Mendonça, Mário F. e Vasconcelos, Alberto. Repositório de Nomes dos Navios da Esquadra Brasileira. 3ª edição. Rio de Janeiro. SDGM. 1959. p.129-130.

 

- Souza, Marco Polo Áureo Cerqueira de. Nossos Submarinos; sinopse histórica. 1ª edição. Rio de Janeiro. SDGM. 1986. p.56-57.

 

- Dantas, Ney. A História da Sinalização Náutica Brasileira e breves memórias, Rio de Janeiro. Ed. FEMAR, 2000.

 

- Baker III, A.D. Combat Fleets of the World 1998-1999. Annapolis, MD: Naval Institute Press, 1998.

 

- Moore, John. Jane's Fighting Ships Ships 1980-1981. London: Jane's Publishing Company Limited, 1980.

 

- Folheto "Bem-vindo a bordo" da Corveta Imperial Marinheiro e da Corveta Purus - V 23.

 

- NOMAR - Notícias da Marinha, Rio de Janeiro, SDGM, n.º 454, abr. 1981; n.º 455, mai. 1981; n.º 460, out. 1981; n.º 500, fev. 1985; n.º 510, fev. 1986; n.º 519, nov. 1986; n.º 523, mar. 1987; n.º 665, out. 1997; n.º 677, ago. 1998; n.º 714, out. 2001.

 

- Revista Tecnologia & Defesa, São Paulo, Editora Aquarius, N.º 21, 1985.

 

- Confraria do Bode Verde - www.bodeverde.hpg.ig.com.br

 

- SALVAMAR do Com5ºDN.

 

- NOTAER - n.º 010, mai. 2002.


(1) Segundo o Repositório de Nomes dos Navios da Esquadra Brasileira, foi incorporada em 11/06/1955, já no Jane's Fighting Ships 1980-1981 e no Combat Fleets of the World constam como 08/06/1955.