NGB - Navio Patrulha Guarujá - P 49

1822             -                NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS            -               Hoje

 

NPa Guarujá - P 49

Classe Grajaú

 

 

D a t a s

 

Batimento de Quilha: 22 de abril de 1996
Lançamento: 24 de abril de 1998
Incorporação: 30 de novembro de 1999

 

C a r a c t e r í s t i c a s

 

Deslocamento: 197 ton (padrão), 217 ton (carregado).
Dimensões: 46.5 m de comprimento, 7.5 m de boca e 2.3 m de calado.
Propulsão: 2 motores diesel MTU 16V 396 TB94 de 2.740 bhp cada, acoplados a 2 eixos com hélices de três pás e passo fixo.

Combustível: 23 tons.

Eletricidade: 3 geradores no total de 300 Kw. 

Velocidade: máxima de 26.5 nós e máxima mantida de 22 nós.

Raio de ação: 2.200 milhas náuticas à 12 nós (10 dias).
Armamento: 1 canhão Bofors L/70 de 40 mm; 2 metralhadoras BMARC-Oerlikon GAM BO1 de 20mm em dois reparos singelos.
Sensores: 1 radar de navegação Decca 1290A, banda I. Equipado com GMDSS - Global Marine Distress and Safety e equipamento de visão noturna.
Equipamentos: 1 lancha de casco semi-rígido (RHIB), com capacidade para 10 homens e 1 bote inflável para seis homens, usados para salvamentos e abordagens. Um guindaste eletro-hidráulico com capacidade para 620kg.

Código Internacional de Chamada: PWGP

Tripulação: 29 homens, sendo 4 oficiais e 25 praças.

Obs:Características da época da incorporação.

 

 

H i s t ó r i c o

 

O Navio Patrulha Guarujá - P 49, foi ordenado em 1995 como parte do 5º lote de duas unidades da classe junto ao estaleiro INACE - Industria Naval do Ceará S/A, em Fortaleza. O Guarujá é o segundo navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem a cidade homônima(1) localizada no litoral de São Paulo. Foi construído seguindo o projeto da Vosper-QAF Ltd, de Singapura. Teve sua quilha batida em 22 de abril de 1996, foi lançado ao mar em 24 de abril de 1998 e foi incorporado em 30 de novembro de 1999.

O Guarujá, assim como o Guanabara, tiveram como fato notável em sua construção no estaleiro INACE, a montagem dos cascos emborcados em terra, ou seja com a quilha para ar. Ao ter o trabalho de soldagem concluído, foi descido ao mar por meio de elevador e depois desemborcado com o uso de guindastes. Em seguida, retornou para terra, a fim de que fosse terminada a construção.

 

Os NPa classe Grajaú tinham a previsão de receber a diretora Radamec 1000N, mas esse projeto foi temporariamente suspenso.

 

Esta subordinado ao 4º Distrito Naval, e integra o Grupamento Naval do Norte (GrupNNorte), tendo como área de atuação o litoral dos Estados do Pará, Maranhão, Amapá e também os rios da Amazônia, operando a partir da Base Naval de Val-de-Cães em Belém (PA).

2000

 

Em 30 de novembro, completou 2 anos de serviço, atingindo as marcas de 167.5 dias de mar e 26.916.2 milhas navegadas.

 

2001

 

Participou junto com o NPa Bocaina - P 62 da Operação MOBILIZAÇÃO EB/Operação MARAJÓ, realizada na região de Breves e Curralinho (PA). Entre as unidades do Exercito que participaram, estavam elementos do 2º BIS, 4ºEsqAvEx, CIGE, BOpEs, 8º DepSup e do TG-08-004.

 

Participou também das Operações CARIBEX 01, DEPORTEX, MARANHENSE e DEMOSTREX.

 

2002

 

Em 27 de julho, participou das buscas a lancha "Santa Maria", que desapareceu com 25 passageiros a bordo, na região do município de São João Batista (MA). 

 

Em setembro, realizou um exercício tipo PASSEX com o NPa La Capricieuse.

 

 

R e l a ç ã o    d e    C o m a n d a n t e s

 

 

Comandante Período
CT Marco Antônio Ismael Trovão de Oliveira 30/11/1999 a 11/12/2000
CT Dionísio Tavares da Câmara Júnior 11/12/2000 a 07/12/2001
CT Antônio Márcio Faria Machado 07/12/2001 a __/__/2002
CT ? __/__/2002 a __/__/2003
CT ? __/__/2003 a 22/01/2004
CT Mauricio Barata Soares Coelho Rangel 22/01/2004 a __/__/200_ 

Fonte: Marinha do Brasil

 

 

I m a g e n s

 

   

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B i b l i o g r a f i a

 

- Baker III, A.D. Combat Fleets of the World 1998-1999. Annapolis, MD: Naval Institute Press, 1998.

 

- Mendonça, Mário F. e Vasconcelos, Alberto. Repositório de Nomes dos Navios da Esquadra Brasileira. 3ª edição. Rio de Janeiro. SDGM. 1959. p.118.

- NOMAR - Notícias da Marinha, Rio de Janeiro, SRPM, n.º 717,  jan.2002.


(1) Guarujá nome que em tupi significa "viveiro dos guarus".