NGB - Corveta Bahiana

1822             -                NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS            -               Hoje

 

Corveta

Bahiana

 

 

D a t a s

 

Batimento de Quilha: ?
Lançamento: 16 de outubro de 1849
Incorporação: 19 de junho de 1850
Baixa: 1893

 

 

C a r a c t e r í s t i c a s

 

Deslocamento: 972 tons.
Dimensões: 45.21 m de comprimento, 11.22 m de boca, 8.25 m de pontal e 5.09 m de calado.

Blindagem: casco de madeira.
Propulsão: à vela.

Velocidade: ?

Raio de ação: ?
Armamento: 24 canhões Paixhans de calibre 30.

Tripulação: 218 homens, entre oficiais e praças.

 

 

H i s t ó r i c o

 

A Corveta Bahiana, foi o terceiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil. A Bahiana foi construída no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, antigo Arsenal de Marinha da Corte, segundo os planos do construtor naval José Joaquim de Souza. Foi lançada em 16 de outubro de 1849, e foi submetida a Mostra de Armamento e incorporada em 19 de junho de 1850. Naquela ocasião, assumiu o comando o 1º Tenente Carlos Augusto Nascentes de Azambuja.

 

1853

 

Entre 21 de janeiro e 15 de dezembro, sob o comando do Capitão-de-Mar-e-Guerra Francisco Manuel Barroso da Silva, futuro Almirante e Barão do Amazonas, realizou um cruzeiro de instrução pelo Pacifico.

 

1854

 

Entre abril de 1854 e maio de 1858, ficou estacionada no Rio de Plata.

 

1859

 

Em 22 de janeiro, partiu do Rio de Janeiro em Viagem de Instrução de Guardas-Marinha pelos portos europeus, incluindo escalas em Lisboa (Portugal), El Ferrol (Espanha), Cherbourg (França), Rotterdam (Holanda), Texel, Cuxhaven, Hamburgo (Alemanha), Portsmouth (Grã-Bretanha), Plymouth (Grã-Bretanha), Brest (França) e Ilha da Madeira, chegando de volta ao Rio de Janeiro em 20 de dezembro.

 

1861

 

Realizou cruzeiro de instrução, visitando entre outros, portos da Inglaterra, França, Espanha, África e Estados Unidos.

 

1871

 

Em 18 de junho, partiu do Rio de Janeiro em viagem de instrução de Guardas-Marinha, sob o comando do Capitão-de-Fragata João Antônio Alves Nogueira, visitou as Ilhas de Trindade, Fernando de Noronha, passando ao largo da Ilha Martins Vaz, parcel das Rocas, recifes de Manuel Luis, Salinas, Belém, Recife, penedos de São Pedro e São Paulo, Abrolhos, Maldonato e Desterro (atual Florianópolis).

 

1872

 

Em 14 de janeiro, retornou ao Rio de Janeiro após viagem de instrução de Guardas-Marinha iniciada no ano anterior. Ainda sob o comando do Capitão-de-Fragata João Antônio Alves Nogueira iniciou nova viagem de instrução em 27 de abril visitando os portos de Vila Bela da Princesa (atual Ilha Bela), na Ilha de são Sebastião; enseada do Abraão, na Ilha Grande; Montevidéu; Santa Helena; Luanda; Cabinda; Ilha de Ascensão;São Vicente; Cabo Verde; Recife; Maceió; Salvador e retornando ao Rio de Janeiro em 2 de dezembro.

 

1877

 

Em 14 de janeiro, deixou o Rio de Janeiro em viagem de instrução sob o comando do Capitão-de-Fragata Eduardo Wandenkolk com destino a Capetown, aonde permaneceu por motivos de força maior por 6 meses seguindo depois viagem em direção do Oceano Indico aonde visitou os portos de Bourbon; Bombaim; Diu; Goa; Colombo; Batávia; Ilhas Mauricio e Port Elizabeth antes de regressar ao Rio de Janeiro.

 

1879

 

Em 18 de dezembro, partiu em viagem de instrução, com 23 Aspirantes oficiais, tendo tocado os portos de Recife, Salvador e Desterro (atual Florianópolis).

 

1880

 

Em 6 de março, retornou ao Rio de Janeiro após viagem de instrução iniciada no ano anterior.

 

1881

 

Em 11 de junho, iniciou nova viagem de instrução de Guardas-Marinha, visitando Ilha Grande, Santos, Bom Abrigo, Itapocoróia, Porto Belo, enseada das Garoupas, Santa Cruz e Sambaqui. Seguiu ainda ao longo da costa sul até o Rio da Prata, retornando ao Rio de Janeiro em 9 de setembro.

 

1893

 

Encontrava-se no Rio de Janeiro quando iniciou-se a Revolta da Armada sendo destruída pelos canhões das fortalezas que defendiam o governo do Marechal Floriano Peixoto.

 

 

R e l a ç ã o    d e    C o m a n d a n t e s

 

Comandante Período
1º Ten Carlos Augusto Nascentes de Azambuja 19/06/1850 a __/__/185_
CMG Francisco Manuel Barroso da Silva __/__/1853 a __/__/185_
CF Francisco Pereira Pinto __/__/184_ a __/__/184_
CMG João Custódio d'Houdain __/__/1858 a __/__/1859
CMG José Maria Rodrigues __/__/1861 a __/__/186_
CF José Antônio Alves Nogueira __/__/1871 a __/__/187_
CF Eduardo Wandenkolk  __/__/1877 a __/__/18__

 

 

I m a g e n s

 

Não disponível no momento

 

B i b l i o g r a f i a

 

- Mendonça, Mário F. e Vasconcelos, Alberto. Repositório de Nomes dos Navios da Esquadra Brasileira. 3ª edição. Rio de Janeiro. SDGM. 1959. p.37-38.

 

- Andréa, Júlio. A Marinha Brasileira: florões de glórias e de epopéias memoráveis. Rio de Janeiro, SDGM, 1955.

 

- Folheto da Cerimonia de Aceitação e Incorporação da Fragata Defensora, Southampton, Shirley Press Ltd., 5 março 1977.

 

- Mendonça, Lauro N.F. História Naval Brasileira Quarto Volume. Rio de Janeiro SDM - 2001.