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1822 - NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS - Hoje |
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NE/NOc Almirante Saldanha - U 10/H 10 Classe Almirante Saldanha
D a t a s
Batimento
de Quilha: ? Baixa: 6 de agosto de 1990
C a r a c t e r í s t i c a s
Deslocamento:
3.325 ton (carregado). Velocidade: de cruzeiro de 9 nós e máxima de 14 nós (motor). Raio de Ação: 10.000 milhas à 9 nós. Armamento:
4 canhões L/75 de 102 mm, 1 canhão L/40 de 76 mm, 1 metralhadora e 1
tubo de torpedo de 533 mm.
H i s t ó r i c o
O Navio Escola Almirante Saldanha - U 10, foi o primeiro navio a ostentar esse nome em homenagem ao Almirante Luiz Filippe de Saldanha da Gama, na Marinha do Brasil. Foi construído pelo estaleiro Vickers Armstrong Ltd., em Barrow-in-Furness, Inglaterra. Foi lançado em dezembro de 1933 e incorporado em 11 de junho de 1934. Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Fragata Sylvio de Noronha.
A oficialidade do recebimento do Almirante Saldanha foi a seguinte:
- CF Sylvio de Noronha – Comandante - CC Edmundo Jordão Amorim do Valle - Imediato - -
1934
Recebeu ainda em Barrow, uma turma de Guardas-Marinha para sua 1ª Viagem de Instrução. Em 5 de julho, partiu com destino ao Brasil, visitando entre outros, Portsmouth, Lisboa, La Spezia e Barcelona, navegando 8.849 milhas em cerca de quatro meses. Chegou ao Rio de Janeiro em 24 de outubro.
1936
Realizou Viagem de Instrução de sete meses, com uma turma de 36 Guardas-Marinha.
1938
Em 25 de julho, demandando o porto de San Juan, em Porto Rico, encalhou na entrada da barra. Foi desencalhado em 29 de agosto, seguindo a reboque para o Rio de Janeiro, onde foi submetido a reparos.
Sob o comando do CF Antônio Alves Câmara Júnior, o Saldanha da Gama tornou-se o primeiro navio de guerra brasileiro a realizar a travessia do Canal do Panamá.
1946
Realizou sua 8ª Viagem de Instrução de Guarda-Marinha.
1947
Realizou Viagem de Instrução, percorrendo mais de 20.000 milhas.
1948
Realizou Viagem de Instrução, com uma turma de 59 Guardas-Marinha, percorrendo mais de 26.000 milhas.
1951
Realizou Viagem de Instrução de Guardas-Marinha pelo Atlântico, Indico e Mediterrâneo, contornando o continente africano.
1952
Realizou Viagem de Instrução de Guardas-Marinha com circunavegação. Essa foi a quarta circunavegação realizada por um Navio-Escola brasileiro.
1954
Depois de 21 anos de serviço, realizou 14ª e última Viagem de Instrução de Guardas-Marinha, que foi encerrada em 23 de dezembro.
1956
Entre abril e junho, já afastado das Viagens de Instrução, foi temporariamente colocado a disposição da Diretoria de Hidrografia e Navegação - DHN, realizando sondagens ao largo de Arvoredo e Bom Abrigo.
1957
Em fevereiro, é incorporado a DHN, como Navio Oceanografico, sendo instalado um laboratorio oceanografico no antigo alojamento de boreste dos Guardas-Marinha e uma máquina de sondar de 5.000 metros, no lugar da antiga plataforma do tubo lança torpedos, que fora retirada.
Em 3 de agosto, foi definitivamente incorporado a DHN.
Em 13 de dezembro, sob o comando do CMG José dos Santos Saldanha da Gama, participou das cerimônias em homenagem ao Patrono da Marinha, Almirante Tamandaré, em Santos (SP).
1957-58
Mesmo conservando as caracteristicas de Veleiro e Navio-Escola, foi o principal navio brasileiro empregado no Ano Geofísico Internacional, ocasião em que, além das 162 estações oceanograficas, reiniciou a ocupação da Ilha da Trindade. Durante o Ano Geofísico Internacional, o Comandante Paulo de Castro Moreira da Silva, conseguiu o apoio da UNESCO para transformar o antigo veleiro, em navio de pesquisa.
1959
Em dezembro, ainda como Veleiro, foi reclassificado como Navio-Oceanográfico (NOc).
1961
Efetuou suas últimas comissões oceanográficas, antes de ser submetido a remodelação para Navio-Oceanográfico.
1962-64
Foi submetido a obras de remodelação, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, sendo convertido de Navio Escola para Navio Oceanográfico. A remodelação incluiu a instalação de laboratórios de biologia marinha, química, meteorologia, radioatividade, geologia e ictiologia, além de seis guinchos para operação oceanográfica, três ecobatímetros e um sonar para detecção de cardumes.
1964
Em 5 de dezembro, terminaram as obras de conversão do NOc Almirante Saldanha. Depois da cerimonia de reincorporação, quando recebeu a visita do Ministro da Marinha e outras autoridades, partiu para sua primeira comissão, que é de instrução oceanografica, sob os auspicios da UNESCO. O primeiro comandante nessa nova fase foi o Capitão-de-Mar-e-Guerra Paulo de Castro Moreira da Silva.
1966
Em carta de 18 de março, o comandante Paulo de Castro Moreira da Silva, deixou registrado o desejo de lançamento ao mar de seus restos mortais. Sua vontade foi atendida a 11 de junho de 1988, em cerimônia simples, nas proximidades da Ilha Rasa.
1968
Realizou a Operação NORDESTE II, conduzindo pesquisas oceanográficas na área marítima do nordeste brasileiro.
1971
Em julho, encerrou a Operação GEOMAR III.
1977
Entre 10 de agosto e 24 de novembro, quando retornou ao Rio de Janeiro, realizou a comissão CONVERSUT I com o proposito de realizar o estudo e descrição da extremidade oeste da convergência subtropical, em associação com a ressurgência na costa meridional do Brasil. Foram realizadas 191 estações oceanograficas distribuidas em 24 perfis, entre Querandi (Argentina) e a Ilha do Mel (PR). Essa comissão contou com a participação de pesquisadores da UFRJ, do INPE e da PUC-Rio Grande. Foram escalados os portos de Rio Grande (RS), Montevideo (Uruguai) e Paranaguá (PR).
1980
Realizou a Operação LESTE V, dando continuidade ao Projeto do Atlas Oceanográfico Costa Leste do Brasil, com o propósito de coletar dados oceanográficos na área compreendida entre o Cabo de São Tomé e Recife. Nessa comissão foram realizadas 112 estações, e navegadas 6.640 milhas náuticas em 53.5 dias de mar.
Realizou a Operação CABO FRIO V, em conjunto com o IPqM, com estudos oceanográficos para coletar dados para avaliar a evolução do potencial de produtividade primaria, bem como da dinâmica da resurgência na região marítima contígua a Cabo Frio (RJ).
1981
Entre janeiro e agosto, realizou a comissão CONVERSUT III, totalizando 191.5 dias de mar, que consistiu na coleta de dados sobre a temperatura, salinidade e profundidade das águas na costa sul do Brasil, no trecho entre o Rio de Janeiro e Mar del Plata, visando formar um banco de dados sobre a influencias desses fatores nos sistemas acústicos de unidades de superfície e aéreas.
Em 2 de julho, suspendeu do Rio de Janeiro, para realizar a Operação BARRA NORTE I, visando a obtenção de dados oceanográficos da Barra Norte do Rio Amazonas entre as Ilhas de Maracá e a Ilha do Machadinho.
1985
Entre 25 de abril e 3 de junho, realizou a Operação SUESTE II, realizando o levantamento oceanográfico sazonal da costa sueste brasileira entre Santos e o Cabo de Santa Marta.
1986
Em 18 de fevereiro, suspendeu do Rio de Janeiro com destino a Paranaguá, onde foram desenvolvidos levantamentos oceanográficos para a Operação OCEANO III.
O Navio-Oceanográfico Almirante Saldanha, ao término do fundeio de dez dias da Operação Oceanográfica CABO FRIO IX, teve sua maquina de suspender inoperante. Com seis quartéis de filame em profundidade de 60 metros e um ferro de duas toneladas, enterrado em fundo de areia, os cálculos demonstraram que havia a necessidade de um esforço superior a 14 toneladas para que o navio pudesse suspender e regressar ao porto. As alternativas eram: "picar" a amarra ou pedir apoio as unidades de salvamento. Porém, o "espírito de navio" da tripulação recusava estas hipóteses. Aparelhos de força foram improvisados com resultados limitados, permitindo que parte do filame fosse reduzido, sem resolver a fase final, quando o esforço maior teria que ser aplicado. Foi, então, que o Comandante, em último recurso, convocou toda a tripulação ao convés para "alar Cabos", como faina geral. Durante mais de uma hora, oficiais, sargentos e marinheiros se irmanaram no convés para fazer entrar a amarra a braço. O estorço conjunto, em nível ate mesmo superior só esperado, trouxe o "ferro a olho", com êxito. Assim, o Almirante Saldanha terminou a comissão no dia e hora programados, encerrando os trabalhos do ano de 1986.
1987
Em 21 de abril de 1987, partiu do Rio de Janeiro, para executar as Operações MARSDEN 376/ABR/87, PESAGRO e BAHIA I.
Em 19 de setembro, chegou ao Rio de Janeiro encerrando a Operação PAVASAS I. A PAVASAS (Pontos Anfidrômicos e Variações Sazonais do Atlântico Sul), foi um projeto do Instituto Oceanográfico da Universidade do Estado de São Paulo (USP). Durante essa comissão o Almirante Saldanha fez 77 estações, coletando 10.500 amostras apoiando além da USP, a Universidade Federal de Pernambuco, a Universidade Federal do Maranhão, que realizou trabalhos na Baia de São Marcos, em São Luís, e a Universidade de Fortaleza que realizou trabalhos entre Fortaleza (CE) e Recife (PE).
1990
Em 6 de agosto, foi submetido a Mostra de Desarmamento em cerimônia realizada no molhe da Ilha Fiscal. Em seus 56 anos de serviço, atingiu as marcas de 694.972 milhas navegadas, 4.738,5 dias de mar, com uma média de 85 dias de mar por ano, e depois de modificado atingiu uma média de 105 dias de mar por ano, realizando 8.150 estações e 135 comissões oceanográficas.
O mastro sobressalente do Almirante Saldanha, foi adaptado e instalado no veleiro Vendaval (classe Yole), construído no estaleiro Brazilian Coal (depois Ishikawajima do Brasil) em 1939. O Vendaval, foi doado pelo seu proprietário CC (RNR) Carlos Henrique Ferreira a Escola Naval em 13 de setembro de 1984.
R e l a ç ã o d e C o m a n d a n t e s
I m a g e n s
B i b l i o g r a f i a
- Mendonça, Mário F. e Vasconcelos, Alberto. Repositório de Nomes dos Navios da Esquadra Brasileira. 3ª edição. Rio de Janeiro. SDGM. 1959. p.18.
- NOMAR - Notícias da Marinha, Rio de Janeiro, SDGM, n.º 411, set. 1977; n.º 451, jan. 1981; n.º 455, mai. 1981; n.º 459, set. 1981; n.º 497, nov. 1984; n.º 511, mar. 1986; n.º 527, jul. 1987; n.º 531, nov. 1987; n.º 711, jul. 2001.
- Confraria do Bode Verde - http://www.bodeverde.hpg.ig.com.br
- Atol das Rocas - www.rocas.speedlink.com.br/naufragio.htm
- Revista O Anfíbio, do Corpo de Fuzileiros Navais, Rio de Janeiro, Ano XIX, N.º 18, 1999.
- Revista Tecnologia & Defesa, São Paulo, Editora Aquarius, N.º 21, 1985.
- Muniz, J. Jr. Presença da Marinha em Santos. 1ª edição. Santos. J. Muniz Jr. 1986. |
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