NGB - Navio Tanque Almirante Gastão Motta - G 23

1822             -                NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS            -               Hoje

 

NT Almirante Gastão Motta - G 23

Classe Alte. Gastão Motta

 

"Nós fazemos a Esquadra ir mais longe"

 

 

D a t a s

 

Batimento de Quilha: 11 de dezembro de 1989
Lançamento: 1º de junho de 1990
Incorporação: 26 de novembro de 1991

 

C a r a c t e r í s t i c a s

 

Deslocamento: 6.000 ton (dwt), 10.300 (carregado).
Dimensões: 135.0 m de comprimento, 19.0 m de boca e 7.50 m de calado.
Propulsão: Diesel; 2 motores diesel Wärstilä Vasa de 12 cilindros 12V32 de 11.700 hp, acoplado a um eixo com hélice com passo controlável.

Combustível: 600 toneladas.

Energia Elétrica: 3 motores diesel Ishibras-Wärstilä 4-R22, 2 geradores de 900 Kw, 3 alternadores de 600 Kw, gerando um total de 3.600 Kw.

Velocidade: máxima de 20.5 nós.

Raio de Ação: 10.000 milhas náuticas à 15 nós.
Armamento: nenhum.
Sensores: 2 radares de navegação tipo Decca.

Capacidade de Carga: 4.400 toneladas de combustível, sendo 5.100.000 litros de diesel MAR-C e 608.000 litros de JP-5, mais 200 toneladas de suprimentos diversos. É equipado com uma estação de transferência de combustível em cada bordo a meia nau.

Código Internacional de Chamada: PWGM

Tripulação: 121 homens, sendo 13 oficiais e 108 praças, com 12 acomodações extras.

 

H i s t ó r i c o

 

O Navio de Tanque Almirante Gastão Motta - G 23, é o primeiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil. Foi ordenado em 15 de dezembro de 1987, para substituir o Navio Tanque Marajó – G 27, e o Navio de Apoio Logístico Almirante Gastão Motta - G 29 (ex-NM Itatinga, do Lloyd Brasileiro), que teve sua conversão para uso naval cancelada, e foi vendido em 1987. Foi construído pelo estaleiro ISHIBRAS - Ishikawajima do Brasil S/A, no Rio de Janeiro. Teve sua quilha batida em 11 de dezembro de 1989, foi lançado e batizado em 1º de junho de 1990. Depois de realizar as provas de mar, foi submetido a Mostra de Armamento e incorporado em 26 de novembro de 1991.

 

1994

 

Entre 9 e 21 de setembro, participou junto com a F Niterói - F 40 da Operação UNITAS XXXV, realizada em águas argentinas. Também participaram desse exercício pela Armada Argentina o CT ARA Hercules - D 1, a F ARA Heroina - D 12, Cv ARA Espora - F 41, Cv ARA Spiro - F 43, NDCC ARA Cabo San Antonio - Q 42 e o NAux ARA Tenente Olivieri - A 2, pela Armada Espanhola as Cv SMS Infanta Elena - F 33 e SMS Infanta Cristina - F 34, e pela Marinha dos EUA o CT USS Stump - DD 978 e as F USS McInerney - FFG 8 e USS Samuel B. Roberts - FFG 58.

 

1995

 

Entre 26 de abril e 26 de junho, participou da Operação ATLASUR II. Dentre outros navios, também participaram desse exercício pela Armada Argentina as Cv ARA Espora - F 41 e ARA Parker - F 44.

 

1996

 

Em 4 de março, foi criado o Comando do 1º Esquadrão de Apoio (ComEsqdAp-1) ao qual passou a ser subordinado.

 

Entre 3 e 15 de setembro, participou junto com a F Defensora - F 41 e a Cv Inhaúma - V 30 da Operação UNITAS XXXVII, realizada em águas argentinas. Também participaram desse exercício pela Armada Argentina as F ARA Almirante Brown - D 10, ARA La Argentina - D 11 e ARA Sarandi - D 13, e pela Marinha dos EUA o CT USS Moosbrugger - DD 980, a F John L. Hall - FFG 32 e o NDCC USS La Moure County - LST 1194. Foram visitados os portos de Rio da Plata e Ushuaia.

 

1997

 

Entre 15 e 19 de setembro, participou de exercícios combinados na âmbito da 1ª Divisão da Esquadra (Com1ªDiv), sob o comando do Contra-Almirante Rayder Alencar da Silveira, na área Rio-Vitória, com as F Niterói - F 40 e  Liberal - F 43, a Cv Frontin - V 33, o CT Paraná - D 29, e mais um da classe Pará e o S. Tamoio - S 31.

 

1998

 

Entre 1º e 9 de junho, participou da Operação ADEREX-II/98, realizada na área compreendida entre Rio de Janeiro e Vitória, junto com navios de um Grupo-Tarefa, formado pela 1ª Divisão da Esquadra.

 

2000

 

Participou da Operação TROPICALEX/APRESTEX 00, realizada na área marítima entre o Rio de Janeiro e Natal, integrando a FT 803, formada pela 2ª Divisão da Esquadra, sob o Comando do ComemCh. Também integravam a FT 803, as F Niterói - F 40, Defensora - F 41, Greenhalgh - F 46, Rademaker - F 49; NDD Rio de Janeiro - G 31; Cv Jaceguai - V 31; CT Paraná - D 29 e o NT Marajó - G 27. O S Timbira - S 32, navios do 1º, 2º e 3º DN e aeronaves da FAB apoiaram a Operação. Foram visitados os portos de Salvador (BA), Recife (PE), Cabedelo (PB), Natal (RN) e Maceió (AL).

 

No final de setembro, partiu para viagem ao exterior, integrando o GT brasileiro, sob o comando do CA Reginaldo Gomes Garcia dos Reis, ComDiv2E, que se juntou a Força-Tarefa 13 em Ushuaia para participar da Operação UNITAS XLI, de 4 a 14 de outubro. Participaram dessa fase da UNITAS, alêm do Gastão Motta, pela MB, as F Independência - F 44 e Rademaker - F 49 e o S Tapajó - S 33, pela Marinha dos EUA, o Cruzador USS Ticonderoga - CG 47, a Fragata USS Klakring - FFG 42, o NDD USS Tortuga - LSD 46 e o SNA USS Montepelier - SSN 765 compondo o GT sob o comando do CA (USN) Kevin P. Green; pela Marinha Argentina, os Contratorpedeiros ARA Almirante Brown - D 10 e ARA Heroina - D 12, as Fragatas ARA Parker - F 44 e ARA Spiro - F 43 e o NT ARA Patagônia - B 1; pela Marinha do Uruguai, a Fragata ROU Montevideo - ROU 3; e pela França, como Marinha convidada a Fragata Montcalm - D 642 e a Corveta Second Maitre Le Bihan - F 788.

 

Entre 20 e 25 de outubro, integrando a Força-Tarefa 102, participou da Operação FRATERNO XX, que se iniciou em Puerto Belgrano. Além do Gastão Motta, participaram pela MB, as F Independência - F 44 e Rademaker - F 49, o S Tapajó - S 33 e o NDCC Mattoso Maia - G 28. Pela Marinha Argentina participaram, os Contratorpedeiros ARA La Argentina - D 11 e ARA Sarandi - D 13, as Corvetas ARA Drummond - F 31 e ARA Espora - F 41 e o Submarino ARA Salta - S 31. Nessas Operações foram visitados os portos de Rio Grande, Ushuaia, Puerto Belgrano e Mar del Plata (Argentina). O GT brasileiro na FRATERNO estava sob o comando do Capitão-de-Mar-e-Guerra Arthur Francisco Hoffmann Tozzini, Comandante do 1º Esquadrão de Fragatas (ComEsqdF1).

 

Em novembro, tornou-se o primeiro navio do Comando da Força de Superfície (ComForSup) a reabastecer diretamente na nova ponte do Deposito de Combustível da Marinha no Rio de Janeiro.

 

2001

 

Entre 9 e 26 de janeiro, participou da comissão ASPIRANTEX 01/ADEREX I/01, integrando o GT 801.2, sob o comando da 2ª Divisão da Esquadra (Com2ªDivE), tendo visitado os portos de Salvador (BA) e Vitória (ES).

 

Em 31 de janeiro, o Comando do 1º Esquadrão de Navio Anfíbios, foi extinto e absorvido pelo Comando do 1º Esquadrão de Apoio (ComEsqdAp-1), pelo Decreto n.º 3682 de 06/12/2000.

 

Entre 5 e 15 de março, participou da Operação ADEREX II/01, realizada na área marítima entre o Rio de Janeiro e São Paulo, acompanhada da F Niterói - F 40, F Bosísio - F 48, F Rademaker - F 49, CT Pernambuco - D 30, Cv Frontin - V 33 e do S Timbira - S 32. Esses navios integravam o GT 803.1, sob o comando do Com1ªDivE, CA Reginaldo Gomes Garcia dos Reis. Foi visitado o porto de Santos (SP). Também participaram da Operação, o RbAM Triunfo - R 23 e os NPa Gurupí - P 47 e Gurupá - P 46.

 

Em agosto, foi submetido a vistoria de Segurança de Aviação, pelo Serviço de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Marinha (SIPAAerM).

 

Entre 11 e 20 de setembro, participou da comissão ADEREX IV/01, realizada ao largo do litoral do Rio - São Paulo - Espírito Santo, integrando o GT 809.2 sob o comando do  Com1ªDivE, CA Marcos Martins Torres, sendo visitado o porto de Vitória (ES).

 

Entre 25 de outubro e 3 de novembro, participou da Operação Pré-UNITAS XLII, no litoral do Paraná e Santa Catarina, integrando o GT 810.7, sob o comando do CA Marcelo Carmo de Castro Pereira.

 

Entre 6 e 19 de novembro, participou da Operação UNITAS XLII, realizada em águas jurisdicionais do Uruguai, integrando o GT 138.2, composto também pelas F Dodsworth - F 47, F União - F 45 e o S Tapajó - S 33. Também participaram da UNITAS XLII, navios das Marinhas dos EUA, França, Espanha e Uruguai. Participaram dessa fase da UNITAS, pela Marinha dos EUA, sob o comando do CA (USN) Kevin P. Green, o 14º Esquadrão de Contratorpedeiros (Destroyer Squadron 14), composto pelo Cruzador USS Monterey - CG 61, e a Fragata USS Robert G. Bradley - FFG 49, além de helicópteros embarcados Seahawk do Esquadrão HSL-42, e de aeronaves de patrulha P-3C Orion dos Esquadrões VP-66 e VP-69 e pela França, como Marinha convidada a Fragata Primauguet – D 644 e a Corveta Commandant Birot – F 796.

 

Em 26 de novembro, completou 10 anos de serviço, tendo atingido as seguintes marcas de 713,5 dias de mar, 172,186,0 milhas navegadas, 716 transferências de óleo no mar, com um total de 81.431.950 litros de óleo transferidos.

 

2002

 

Entre 4 de março e 6 de abril, participou da Operação ATLASUR V, realizada em águas jurisdicionais da África do Sul. Além do Alte. Gastão Motta, integravam o GT brasileiro as F Niterói - F 40 e Bosísio - F 48. Participaram pela Armada Argentina as Corvetas ARA Spiro F 43 e ARA Robinson 45, pela Armada do Uruguai o CTE Montevideo - ROU 3, e pela Marinha da África do Sul, duas Lanchas Rápidas de Patrulha, classe Warrior, um Submarino classe Daphne e NApLog Drakensberg - A 301. O GT brasileiro retornou ao Rio em 14 de abril.

 

Entre 10 e 20 de setembro, realizou Operação TEMPEREX 02 no trecho Rio-Santos, integrando a Força-Tarefa 809 comandada pelo Vice-Almirante Euclides Duncan Janot de Mattos, ComenCh. A FT-809 era integrada pelo NAe São Paulo – A 12, pelas F Niterói - F 40, Constituição – F 42, União – F 45, Dodsworth – F 47, Rademaker – F 49, CT Pernambuco – D 30 e o NT Marajó - G 27.

 

Entre 14 e 24 de outubro, teve inicio a Operação UNITAS XLIII, realizada no trecho Rio de Janeiro – Salvador. Além do Almirante Gastão Motta, participaram pela MB as F Bosísio - F 48, Constituição – F 42 e União – F 45, os S Timbira – S 32 e Tapajó – S 33, e forças distritais; pela Armada Argentina a F ARA La Argentina – D 11, a Cv ARA Rosales – P 42, NTr ARA Bahia San Blás – B 4 e o S ARA San Juan - S 42; pela Armada do Uruguai o CTE Montevideo - ROU 3; pela Armada da Venezuela o NT ARV Ciudad Bolívar - T 81; pela Armada da Espanha as F SMS Baleares – F 71 e SMS Reina Sofía – F 84 e pela USN o C USS Thomas S. Gates – CG 51 e a F USS Simpsom – FFG 56. Na ultima hora foi cancelada a participação do S ARA San Juan - S 42, que permaneceu no Rio de Janeiro.

 

Em 27 de outubro, teve inicio a Operação FRATERNO XXI, realizada no trecho Salvador - Rio de Janeiro. Além do Almirante Gastão Motta, participaram pela MB as F Constituição – F 42, União – F 45 e Bosísio - F 48, os S Timbira – S 32 e Tapajó – S 33, e forças distritais; pela Armada Argentina a F ARA La Argentina – D 11, a Cv ARA Rosales – P 42, NTr ARA Bahia San Blás – B 4 e o S ARA San Juan - S 42.

 

2003

 

Entre 14 e 29 de janeiro, participou da Operação ASPIRANTEX 03, junto com o NAe São Paulo – A 12 (capitania), F Constituição – F 42, F União - F 45, F Rademaker – F 49, CT Pernambuco – D 30, NDD Ceará - G 30 e S Tapajó – S 33. Escalou no porto de Maceió (AL).

 

Entre 19 e 31 de maio, participou da Operação TROPICALEX 03, integrando a FT-705, sob o comando do ComenCh, VA Miguel Ângelo Davena, realizada entre o Rio de Janeiro e Salvador. A FT era composta também pelo NAe São Paulo - A 12 (capitânia), NDCC Matoso Maia - G 28, pelas F Dodsworth - F 47, Bosísio - F 48, Rademaker - F 49, União - F 45 e Defensora - F 41, pelos CT Pará - D 27 e Pernambuco – D 30, pelo S Tupi - S 30, e pelo NT Marajó - G 27. Participaram como unidades isoladas os NPa Graúna - P 42 e Goiana - P 43 do 3º DN, os S Tupi - S 30, Timbira - S 32 e Tapajó - S 33, além de aeronaves dos EsqdHA-1, EsqdHI-1, EsqdHS-1, EsqdHU-1, EsqdHU-2 e EsqdVF-1. Foi visitado o porto de Salvador (BA).

 

2004

 

Nos dias 11 e 12 de janeiro, realizou junto com a F Dosdworth - F 47, a Operação BOGATUN 04, com a F Almirante Willians, que realizava a travessia da Inglaterra para o Chile.

 

Em 28 de maio, partiu as 12:00 hs do Rio de Janeiro, integrando o GT-705.2 composto pelo NDD Ceará - G 30 (capitânia), NDCC Mattoso Maia - G 28 e a F Rademaker - F 49 com destino a Port-au-Prince, como parte da Missão das Nações Unidas de Estabilização do Haiti – MINUSTAH. O GT devera voltar para o Brasil no dia 14 de julho, ficando o NDCC Mattoso Maia, por mais 30 dias na região prestando apoio logístico a Força de Paz.

 

2005

 

Entre os dias 19 e 26 de janeiro, participou da Operação ASPIRANTEX 05, realizada nos litorais do Rio de Janeiro e São Paulo, incluindo Ilha Grande (RJ), São Sebastião (SP) e Alcatrazes (SP), integrando o GT 701.1, comandado pelo CA Eduardo Monteiro Lopes, Comandante da 2ª Divisão da Esquadra. O GT 701.1 era composto pelas F Defensora - F 41 (capitânia) e Bosisio - F 48, Cv Inhaúma - V 30 e o NDD Ceará - G 30. Também participaram como unidades isoladas o S Tupi - S 30, os NPa Guajará - P 44 e Gurupá - P 46 e o NTrT Ary Parreiras - G 21. Além desses unidades da Esquadra, participaram aeronaves dos Esquadrões HA-1, HU-1 e HU-2 e elementos do GRUMEC. Estiveram distribuídos nos diversos navios, 267 Aspirantes da Escola Naval e mais Oficiais Alunos da EFOMM. Visitou o porto de Santos entre os dias 21 e 24 de janeiro.

 

 

R e l a ç ã o    d e    C o m a n d a n t e s

 

Comandante Período
CF Hamilton J. G. H. __/02/1999 a __/__/2000
CF Wilson Pereira de Lima Filho __/__/2000 a __/__/2001
CF Antonio Carlos Soares Guerreiro __/02/2002 a 10/02/2003
CF Almir Garnier Santos 10/02/2003 a __/__/200_

 

I m a g e n s

 

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B i b l i o g r a f i a

 

- Baker III, A.D. Combat Fleets of the World 1998-1999. Annapolis, MD: Naval Institute Press, 1998.

 

- NOMAR - Notícias da Marinha, Rio de Janeiro, SRPM, n.º 677, ago. 1998; n.º 699, jul. 2000; n.º 704, dez. 2000; n.º 705, jan. 2001; n.º 707, mar. 2001; n.º 714, out. 2001; n.º 717, jan. 2002; n.º 718, fev. 2002; n.º 728, dez. 2002.

 

- fuerzasnavales - www.fuerzasnavales.com

 

- DefesaNet - www.defesanet.com.br