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1822 - NAVIOS DE GUERRA BRASILEIROS - Hoje |
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NOc Almirante Câmara - H 41 Classe Robert D. Conrad
D a t a s
Batimento
de Quilha: 23 de agosto de
1962 Baixa (USN): abril de 1973 Incorporação (MB): 1º de julho de 1974 Baixa (MB): 7 de agosto de 2003
C a r a c t e r í s t i c a s
Deslocamento:
359 nrt, 1.110 grt. Combustível: 211 toneladas. Eletricidade: geradores com capacidade para 1.470 kW. Velocidade: máxima de 13.5 nós. Raio
de Ação: 10.000 milhas
náuticas à 12 nós. Equipamentos: Equipado para pesquisas gravimétricas, magnéticas e geológicas, e eco-sondas capazes de medir profundidades de até 11.000 metros. Código
Internacional de Chamada:
PWAC
H i s t ó r i c o
O Navio Oceanográfico Almirante Câmara - H 41, ex-USNS Sands - T-AGOR 6, é o primeiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao Almirante Antônio Alves Câmara Júnior, um dos grandes incentivadores da hidrografia brasileira. Foi construído pelo estaleiro Marietta Manufaturing Co., em Point Pleasant, West Virginia, entrando em serviço no MSC - Military Sealift Command (Comando de Transporte Marítimo Militar) em 8 de fevereiro de 1965. Em 1º de julho de 1974 foi emprestado a MB, sendo incorporado no mesmo dia. Naquela ocasião, assumiu o comando o Capitão-de-Fragata Fernando Carlos Catta Preta Baumeir.
1975
Iniciou pesquisas de interesse da Esquadra e também pesquisas em proveito do Programa de Geologia e Geofísica Marinha do PIBO - Plano Integrado Brasileiro de Oceanografia, com a participação de universidades e instituições de pesquisas do mar. O projeto REMAC (Reconhecimento da Margem Continental Brasileira), em coordenação com o Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Petrobrás, Departamento Nacional de Produção Mineral e a Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais, experimentou grande impulso graças à utilização do navio e ao embarque de técnicos civis brasileiros.
1980
Entre 26 de março e a segunda quinzena de junho, realizou as Operações GEOMAR XIV e XV, coletando informações geológicas e geofísicas nos litorais dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Participaram dessas comissões pesquisadores e alunos do Centro de Geologia Costeira e Oceânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, do Laboratório de Oceanografia Geológica da Universidade do Rio Grande e do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo.
1984
Em outubro, realizou levantamento oceanográfico no litoral entre o Rio de Janeiro e Bahia.
Em dezembro, realizou levantamento oceanográfico no litoral entre o Rio de Janeiro e Cabo Frio.
1985
Em 5 de fevereiro, suspendeu do Rio de Janeiro, iniciando comissão oceanográfica em proveito do "Programa Oceano", na área marítima entre São Sebastião (SP) e Santos (SP), seguindo instruções do Departamento de Geofísica da DHN.
1986
Em setembro, foi assinado entre a Marinha e a Petrobrás um acordo que possibilitou equipar o navio para pesquisas sísmicas de reflexão multicanal. Com isso, passou a atender às necessidades do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) e do Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC), este criado à luz dos dispositivos contidos na Convenção sobre o Direito do Mar (ONU-1982).
Entre agosto e dezembro, passou por um extenso período de modernização no AMRJ afim de se adequar as operações nas regiões antárticas. Essa modernização constou do reforço do casco, instalação de novos equipamento de comunicação e navegação, revisão dos motores e grupos destilatórios e substituição de um motor gerador auxiliar, além da instalação de um sistema de coleta de dados geofísicos controlado por computador.
No verão austral 1986-87 participou da Operação ANTÁRTICA V, tendo inclusive seu casco pintado em vermelho, cor padrão para operação naquela região.
1987
Em 11 de junho, iniciou a I Comissão de Levantamento da Plataforma Continental (LEPLAC I), fazendo a perfilagem sísmica por de 10.000 km, em 80 dias de comissão no litoral sul do Brasil. A comissão foi encerrada em agosto.
Em 26 de dezembro, suspendeu do Rio de Janeiro para dar prosseguimento as ações planejadas pelo PLOANTAR para o Verão Antártico 1987-88 durante a Operação ANTARTICA VI, executando a perfilagem sísmica de reflexão, magnetômetrica e gravimétrica nas águas antárticas da Ilha Adelaide, do Mar de Bellingshausen e da área norte do Mar de Weddell. Retornou ao Rio de Janeiro em abril de 1988. Escalou nos portos de Rio Grande (RS), Punta Arenas (Chile), Ushuaia e Buenos Aires (Argentina). Nessa comissão, operou com o NApOc Barao de Teffé - H 42, e com o NOc Professor Besnard da USP.
1991
Foi adquirido em definitivo.
1998
Em 25 de junho, recebeu do Comando do Controle Naval do Tráfego Marítimo – COMCONTRAM, o Prêmio "Contato-CNTM/DHN", relativo ao ano de 1997.
2003
Em 7 de agosto, as 10:00hs na Base Naval do Rio de Janeiro, na Ilha de Mocanguê, foi realizada a cerimônia de Mostra de Desarmamento do NOc Almirante Câmara.
R e l a ç ã o d e C o m a n d a n t e s
I m a g e n s
H i s t ó r i c o A n t e r i o r
B i b l i o g r a f i a
- Baker III, A.D. Combat Fleets of the World 1998-1999. Annapolis, MD: Naval Institute Press, 1998.
- Confraria do Bode Verde - www.bodeverde.hpg.ig.com.br
- NOMAR - Notícias da Marinha, Rio de Janeiro, SRPM, n.º 443, mai. 1980; n.º 497, nov. 1984; n.º 500, fev. 1985; n.º 531, nov. 1987; n.º 534, fev. 1988; n.º 677, ago. 1998. Nota: Agradecemos a gentil colaboração do Sr. comandante do NOc Almirante Camara, CF Carlos Roberto da Silva. |
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